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Um pulo em Paris
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Movimento dos “coletes amarelos” une extrema direita e esquerda radical na França

Por Silvano Mendes

Um movimento cidadão batizado de “coletes amarelos” organiza uma série de protestos na França contra a alta do preço dos combustíveis. A mobilização conta com uma forte adesão popular e promete paralisar boa parte do país neste sábado (17).

O movimento teve início quando os motoristas decidiram protestar contra a alta do preço dos combustíveis, medida que fazia parte de um programa de criação de impostos visando os carros que mais poluem. Um abaixo-assinado foi lançado e, em poucos dias, reuniu 800 mil assinaturas.

Rapidamente vários grupos locais foram criados no Facebook e diversos vídeos foram postados nas redes sociais. A francesa Jacline Mouraud, por exemplo, postou um vídeo criticando a alta do preço dos combustíveis que foi assistido em apenas alguns dias por mais de 5 milhões de pessoas.

Os organizadores começaram a pedir que aqueles que aderirem às reivindicações saiam às ruas vestindo um colete amarelo, como os acessórios usados por fiscais nas estradas. A iniciativa deu origem ao nome do movimento, batizado de Gilet Jaune (colete amarelo em francês).

Mais de 1500 ações estão previstas para este sábado, a maioria delas visando bloquear estradas no país. Segundo um site criado pelos organizadores, que mostra os locais das manifestações, boa parte do território francês deve ser atingido pelo movimento, que conta com a adesão de taxistas, entregadores e motoristas de Uber e de ambulâncias, entre outras categorias.

Classe política dividida

O governo de Emmanuel Macron e a queda do poder aquisitivo aparecem como as principais reclamações. Mas ao contrário das manifestações e greves que tradicionalmente paralisam a França, desta vez nenhum sindicato faz parte dos organizadores. Além disso, os participantes afirmam não terem ligação com nenhum partido político do país.

Mesmo assim, os partidos de oposição têm apoiado o movimento dos coletes amarelos, o que resulta em situações raras, como a adesão de representantes de legendas diametralmente opostas a um mesmo projeto. É o caso de Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon, respectivamente da extrema direita e da esquerda radical, que apoiam a ação deste sábado.

O governo permanece inflexível diante da mobilização. A única medida concreta anunciada até agora foi sobre o esquema de segurança para o dia de protestos. Um dispositivo especial já está previsto para evitar violência e quebra-quebra, já que alguns manifestantes prometem acampar na porta do Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa.

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