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Assassinato Chechênia Rússia

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Justiça prende suspeito da morte da jornalista Anna Politkovskaïa

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Pavel Riagouzov, Sergueï Khadjikourbanov, Ibraguim Makhmoudov e Djabraïl Makhmoudov, julgados pela morte de Anna Politkovskaïa, em audiência no tribunal militar de Moscou, em 17 de novembro de 2008. A. Basalayev/Reuters

A Justiça chechena confirmou nesta nesta terça-feira a prisão de Roustam Makhmoudov, suspeito do assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaïa, morta em frente ao seu edifício em Moscou, em 2006. Ele foi detido pelas forças do Ministério do Interior checheno.


A prisão de Roustam Makhmoudov foi anunciada mais cedo por Saïdakhmet Arsamerzaïev, advogado de Ibraguim Makhmoudov, irmão do suposto assassino de Anna Politkosvskaïa. Ele será transferido a Moscou, onde deverá ser interrogado pelos investigadores do caso. Politkosvskaïa foi morta à queima roupa em frente do seu edifício, em Moscou. Ela trabalhava como repórter no jornal de oposição Novaïa Gazeta, denunciava o desrespeito aos direitos humanos na Chechênia e criticava abertamente o regime do ex-presidente e atual primeiro-ministro Vladimir Poutine.

Os irmãos de Roustam, Ibraguim e Djabraïl, apontados como cúmplices do crime pelos investigadores, foram inocentados por falta de provas em 2009, o que revoltou as organizações de direitos humanos. Pouco tempo depois do anúncio do veredito, eles foram novamente acusados.O editor do jornal Novaïa Gazeta, Dmitri Mouratov, reagiu à prisão de Roustam, dizendo “esperar que os jurados possam perceber que ele é o autor dos tiros. Essa prisão nos ajudará a estabelecer a verdade”, declarou. Para o filho da jornalista, Ilia Politkovski, "mesmo que a Justiça consiga provar que ele é o assassino, o nome do mandante do crime continua uma incógnita."

O advogado dos três irmãos acusados do crime declarou que a prisão de Roustam servirá para inocentá-los definitivamente. "Os investigadores não queriam prender Roustam porque agora todos saberão que ele é inocente, como demonstram as câmeras de segurança do edifício. Roustam foi preso em casa", disse o advogado, dizendo que ele não se escondia e nem oferecia resistência à detenção. O editor de Politkosvskaïa concordou com o advogado nesse ponto, dizendo que todos sabiam onde encontrar o suposto assassino da jornalista.