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Atentado Índia Investigação Violência

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Atentado triplo na Índia foi provocado por bombas artesanais

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Policiais e investigadores em dos locais de explosão em Mumbai (13/07/2011). SUJIT JAISWAL / AFP

As três explosões que mataram 17 pessoas e deixaram mais de 130 feridos na cidade indiana de Mumbai, nesta quarta-feira, foram provocadas por bombas de fabricação artesanal, visando o maior número possível de vítimas. A informação foi dada nesta quinta pelo ministro do Interior da Índia.


O ministro indiano P. Chidambaram afirmou que "todos os grupos hostis à Índia" são suspeitos de ter provocado o atentado, que ainda não teve a autoria confirmada. As investigações recaem principamente sobre islamistas ligados aos grupos "Lashkar-e-Toiba" e "Indian Mujahedin".

As bombas, fabricadas com nitrato de amônia, explodiram com 15 minutos de intervalo em três pontos diferentes da populosa cidade. Duas delas ao sul de Mumbai, em um mercado de joias e perto de um teatro de ópera, e a terceira nas imediações de uma escola e de uma estação de trem ao norte da cidade.

"Eu acho que eles escolheram esses lugares por causa da alta densidade populacional e da grande movimentação nas ruas, com a intenção de fazer muitas vítimas", disse o ministro do Interior.

Tensão entre vizinhos

Interrogado sobre a razão pela qual Mumbai se tornou novamente um alvo, após os atentados islâmicos de 2008 que fizeram 166 mortos, ele respondeu que todas as cidades do país estão expostas a ataques.

"A Índia é um país vulnerável por ser vizinha de países onde há terroristas, como o Paquistão e o Afeganistão", afirmou P. Chidambaram.

Nos últimos dez anos, Mumbai foi atingida por sete atentados, que custaram a vida de cerca de 700 pessoas. O governo da região prometeu recentemente indenizações equivalentes a 18 mil reais para cada família que perdeu um parente neste tipo de ataque.