rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

Clima Mudanças Climáticas África do Sul ONU Conferência Protocolo Efeito estufa

Publicado em • Modificado em

Conferência da ONU sobre o clima entra na fase decisiva

media
Ativista pede fim da energia nuclear para criar empregos na produção de energias renováveis. REUTERS/Rogan Ward

A cinco dias do encerramento da Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas, em Durban, as negociações estão emperradas. A China, maior poluidor do planeta, estaria menos intransigente e disposta a aceitar metas de redução das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. Estados Unidos e Índia, no entanto, continuam bloqueando os avanços.


O objetivo da conferência é limitar o aquecimento global a menos de 2°C nas próximas décadas. O Protocolo de Kyoto, único acordo existente e através do qual a maioria dos países desenvolvidos se compromete com metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, expira em 2012. Se não for prolongado, não haverá nada que obrigue os países a diminuírem os danos ao clima.

Ao final de uma semana de discussões, e no momento em que os ministros do Meio Ambiente de 130 países chegam a Durban para redigir o acordo final, os europeus adotaram a seguinte estratégia: a União Europeia se diz pronta a renovar metas de redução de CO2 no âmbito do Protocolo de Kyoto. Uma proposta que não agrada os países em desenvolvimento, que cobram a responsabilidade histórica dos países industrializados no aquecimento global.    

Alden Meyer, participante da conferência pelo grupo de reflexão americano Union for Concerned Scientists, disse neste domingo que o desfecho da Conferência de Durban é imprevisível. Ele esteve presente em 16 das 17 reuniões já realizadas sobre o clima e considera a reunião atual a mais estranha. Outro analista da área, Emmanuel Guérin, que dirige o programa de energia climática do instituto francês Iddri afirma que é possível que a China decida fazer uma aliança com a Europa para dar um novo impulso às negociações.

Durante as últimas semanas, diversos estudos confirmaram a urgência de se encontrar uma solução. Novos recordes de emissões de CO2 foram registradas e se constata uma distância cada vez maior entre as promessas dos países e o que pede a ciência para evitar os efeitos nefastos do aquecimento global. "Caminhamos para um aumento de ao menos 3 graus da temperatura da Terra se não mudarmos decididamente este rumo", disse o especialista francês Jean Jouzel.