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Brasil apoia proposta europeia para o Protocolo de Kyoto em Durban

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A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, discursa na Conferência do Clima de Durban, nesta quinta-feira. Reuters

Representantes dos 190 países reunidos na Conferência do Clima da ONU, na cidade sul-africana de Durban, têm até a noite desta sexta-feira para chegar a um acordo com metas obrigatórias para diminuir as emissões de gases poluentes e limitar o aumento da temperatura do planeta em 2 graus. O Brasil defende a proposta dos europeus para um novo tratado climático.


Pode ser que as reuniões, que começaram em 28 de novembro, sejam estendidas até sábado e talvez domingo, caso algumas decisões importantes continuem bloqueadas. A União Europeia e 90 países considerados mais vulneráveis às consequências do desequilíbrio climático pediram metas "claras e fortes", incluindo a prorrogação do Protocolo de Kyoto, cuja primeira fase expira no fim de 2012.

Nesta quinta-feira, ganhou força uma proposta dos europeus para que um novo tratado climático seja definido até 2015 para entrar em vigor em 2020. Mas o cronograma depende da adesão dos três maiores poluidores, China, Índia e Estados Unidos.

Brasil

A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, declarou que o Brasil apoia a iniciativa e tem assumido uma posição de vanguarda para promover a redução das emissões de gases de efeito estufa e ao mesmo tempo desenvolver-se com sustentabilidade.

"O Brasil trabalha com afinco para a adoção de um segundo período de compromisso para o Protocolo de Kyoto e o fortalecimento da implementação da convenção climática da ONU no curto, médio e longo prazo", afirmou a ministra.

A maior fonte de emissões do Brasil vem do desmatamento. De acordo com Izabella Teixeira, o objetivo é reduzi-lo em 80% até 2020 em relação à média entre 1996 e 2005. Este ano, o país atingiu uma redução de 66%, o menor índice de desmatamento desde que o sistema de monitoramento foi criado, em 1988.