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China lamenta retirada do Canadá do Protocolo de Kyoto

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Nuvem de poluição cobre a cidade de Xangai, na China. Flickr/Carakrater

A China considerou lamentável a retirada do Canadá do Protocolo de Kyoto, texto que prevê a redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa. Ontem, o governo canadense se tornou o primeiro país a se retirar do Protocolo de Kyoto alegando que o acordo "não funcionava" e que o futuro da luta contra o aquecimento global é a "plataforma de Durban", referência à cidade sul-africana onde terminou no domingo a Conferência Internacional da ONU sobre Mudanças Climáticas.


O ministro canadense do Meio Ambiente, Peter Kent, justificou a decisão porque o país, que aumentou muito a emissão de poluentes, poderia ser multado em 14 bilhões de dólares se continuasse como signatário do Protocolo de Kyoto.

Para os chineses, a saída do Canadá do acordo vai contra os esforços da comunidade internacional. A China, país que mais polui o planeta, não está sujeita a obrigações previstas pelo Protocolo de Kyoto na condição de um país emergente.

No último domingo, a reunião sobre o clima das Nações Unidas, a COP 17, terminou com um acordo que, em linhas gerais, estende o Protocolo de Kyoto, que deveria expirar em 2012, por um período de 5 anos. O texto também traça um projeto para um acordo global em 2015 destinado a reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Os críticos, contudo, disseram que o plano de ação é tímido para reduzir as consequências negativas das mudanças climáticas no planeta. A meta da comunidade internacional é limitar o aumento da temperatura global a 2°C, mas um estudo apresentado esta semana em Durban afirma que esse objetivo já parece defasado, pois o mundo está no caminho de um aumento de 3,5°C no âmbito global.