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Opositores sírios pedem reunião de urgência da ONU sobre massacres

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Manifestantes protestam contra o governo do presidente sírio Bashar al-Assad em Damasco, nesta quarta-feira. REUTERS/Handout

O Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne a maioria dos opositores ao regime do presidente Bashar al-Assad, pediu hoje uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU e da Liga Árabe sobre os recentes "massacres" cometidos pelas forças de segurança. Pelo menos 111 civis foram assassinados nesta terça-feira, segundo militantes da oposição.


O CNS pede uma reunião de urgência da Liga Árabe para "denunciar os massacres sangrentos e cooperar com as Nações Unidas a fim de tomar as medidas necessárias para proteger os civis".

Os opositores sírios querem também uma "reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU para discutir sobre os massacres, declarar as cidade brutalmente atacadas 'zonas de segurança' beneficiando de uma proteção internacional e obrigar as forças do regime a se retirarem dessas zonas".

A oposição síria pede ainda "uma declaração estipulando que as montanhas de Zaouia, Idleb e Homs são zonas (...) submetidas a um genocídio em grande escala" e insiste para que a Cruz Vermelha "e as outras agências de ajuda humanitária intervenham" de maneira urgente.

O CNS informa que 250 pessoas foram mortas nas útimas 48 horas, mas não especifica se o número compreende somente civis.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) denunciou hoje um "massacre" cometido nesta terça-feira em Kafroueid, onde 111 civis foram mortos pelas forças de segurança enquanto tentavam fugir da região.

Outros 12 civis foram mortos pelas forças do governo em Homs, um dos principais centros da contestação ao regime. Com isso, o número de civis assassinados ontem na Síria chega a 123.

Além disso, violentos combates entre o exército fiel ao presidente Bashar al-Assad e desertores deixaram um grande número de mortos e feridos entre os militares dissidentes, também na província de Idleb, perto da fronteira turca, segundo o OSDH.

Desde o início da revolta contra o regime, em meados de março, mais de 5 mil pessoas já morreram vítimas da repressão, de acordo com uma estimativa da ONU.

Nesta quarta-feira chegam à Síria os observadores estrangeiros enviados pela Liga Árabe. As monarquias do Golfo Pérsico, que lideram as negociações para pôr fim à crise, exigem o fim da repressão e a libertação de milhares de prisioneiros políticos.