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Justiça Internacional Julian Assange Wikileaks Suécia Reino Unido Equador Diplomacia

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Advogado de Assange promete surpresa sobre acusações da justiça sueca

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Julian Assange, fundador do site Wikileaks, continua refugiado na embaixada do Equador em Londres. REUTERS/Andrew Winning

O ex-juiz espanhol Baltazar Garzon, que coordena a defesa de Julian Assange, prometeu nesta quinta-feira uma “grande surpresa” no processo em que o fundador do WikiLeaks é acusado de agressão sexual pela justiça sueca. A promotoria de Estocolmo já avisou que não pretende ir a Londres, onde o australiano está refugiado, para ouvir o suspeito.


Falando da Austrália, onde se encontra atualmente, Baltasar Garzon prometeu uma “grande surpresa” sobre o caso de Julian Assange. O ex-juiz espanhol, que coordena a defesa do fundador da WikiLeaks, chegou a pedir novamente que um procurador sueco fosse até Londres ouvir o australiano. “Nós ainda não podemos divulgar, mas pedimos que a procuradoria ouça o depoimento de Assange”, disse advogado.

Julian Assange é acusado de agressão sexual pela justiça sueca, e deve ser extraditado do Reino Unido, onde vivia antes de ser detido. Para evitar o processo, o cyber-militante se refugiou em junho na embaixada do Equador em Londres, onde teve seu pedido de asilo concedido.

Desde o início do processo, os juízes suecos recusaram ir até o Reino Unido para ouvir o acusado. Nessa quinta-feira um porta-voz da procuradoria negou mais uma vez o pedido da defesa. “Nós continuamos esperando Assange”, disse Helena Ekstrand, representante da justiça da Suécia.

O australiano se considera vítima de uma perseguição política depois de ter divulgado, via seu site WikiLeaks, milhares de documentos secretos dos Estados Unidos, país para onde teme ser extraditado e condenado à morte por espionagem.