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Chineses voltam às ruas em manifestações antijaponesas

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No aniversário de 81 anos da invasão da Manchúria pelo Japão, os chineses voltaram às ruas em manifestações antijaponesas. REUTERS/Carlos Barria

A tensão entre a China e o Japão continua a aumentar nesta terça-feira, dia em que os chineses comemoram o aniversário de 81 anos da invasão da Manchúria pelo Japão. Milhares de pessoas foram novamente às ruas em todo o país em manifestações antijaponesas. Onze navios do governo chinês se aproximaram do arquipélago do Mar da China Oriental administrado pelo Japão e reivindicado pela China.


Um porta-voz da guarda costeira japonesa informou que dez navios de vigilância foram vistos na tarde desta terça-feira ao redor da ilha Uotsuri, enquanto um navio do serviço chinês de monitoramento da pesca já havia chegado ao local um pouco antes. Nenhum deles penetrou nas águas territoriais controladas pelo Japão.

A decisão do governo japonês de nacionalizar essas ilhas, anunciada há uma semana, provocou uma série de protestos na China. O arquipélago, chamado Diaoyu pelos chineses e Senkaku pelos japoneses, se situa a 200 quilômetros a leste da costa de Taiwan e a 400 quilômetros a oeste da ilha de Okinawa, no sul do Japão.

China e Japão vivem o momento mais tenso desde que reataram laços diplomáticos em 1972. Nesta terça-feira, milhares de chineses saíram às ruas para protestar contra a retomada das ilhas pelos japoneses.

Temendo novas violências contra os cidadãos japoneses residentes na China, restaurantes e grandes empresas nipônicas como Toyota, Nissan e Honda preferiram dar folga aos trabalhadores. Em Xangai, o consulado do Japão aconselhou os cidadãos japoneses a não saírem às ruas hoje.

Em Pequim, o governo montou um forte esquema de segurança na ponte Marco Polo, onde ocorreu a invasão japonesa da cidade, mas não ocorreu nenhum caso de violência.

Nesta semana, o Japão começou a relizar novos exercícios militares em torno das ilhas, mas garante que não pretende fazer nenhum movimento de guerra em relação à China.

Em visita a Pequim, o secretário americano da Defesa, Leon Panetta, voltou a pedir calma aos governos dos dois países e pregou o diálogo para resolver esse contencioso de forma diplomática e pacífica.

Em um editorial nos principais jornais desta terça-feira, a China diz que ao longo desses anos desde a invasão da Manchúria, os chineses já superou os japoneses em questões econômicas e poderio militar e não necessitariam entrar em guerra contra o Japão.