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Israel reforça segurança na celebração do Dia do Perdão

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O período de orações e jejum do Yom Kippur começa na noite desta terça-feira e termina 25 horas depois. REUTERS/Ronen Zvulun

Israel para nesta terça-feira para marcar o Yom Kippur, o Dia do Perdão, festa religiosa mais importante e solene do calendário judaico. Nesta data, celebrada sempre dez dias depois do Ano Novo judaico (Rosh Hashaná), os judeus costumam jejuar para se redimir dos erros cometidos no ano anterior, pedindo perdão ao próximo e a Deus.


Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv

Em Israel, onde 75% da população é composta por judeus, o Dia do Perdão é coisa séria, observado até mesmo pelos seculares. Como o dia judaico começa ao anoitecer, o feriado entrará em vigor hoje, mas só terminará no fim da tarde dessa quarta-feira.

 

Comércio, indústria, restaurantes, escolas e repartições públicas ficarão fechados, TVs e rádios sairão do ar e nos hospitais, só a emergência vai funcionar. Os postos de fronteira entre Israel e a Cisjordânia também permanecem fechados. A não ser por ambulâncias e patrulhinhas, nenhum carro é visto nas ruas e estradas do país, que são tomadas por crianças de bicicleta.

Em geral, as minorias religiosas respeitam o feriado judaico, mas nos útimos anos há uma certa tensão neste dia. Em 2008, por exemplo, um motorista de táxi muçulmano entrou de carro durante o Yom Kippur num bairro ultraortodoxo na cidade de Acre, no norte do país. Foi o suficiente para causar confrontos entre judeus e árabes na cidade. Este ano, a polícia está em alerta máximo para evitar esse tipo de embate.

 

No Dia do Perdão, os israelenses também relembram a trauma da Guerra do Yom Kippur, conflito que deixou mais de 2.500 mortos e que começou justamente durante o feriado, há 39 anos.