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Ilhas temem um desastre gigantesco com aquecimento climático

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Conferência de Doha sobre o clima alerta para risco de desastre de grandes proporções em ilhas. Reuters / Kyodo

O segundo dia de trabalho para desenvolver o acordo Kyoto 2, na Conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Doha, no Catar, começou nesta terça-feira com um alerta de urgência para o risco de um desastre de grandes proporções em ilhas muito expostas ao aquecimento climático.


“Nós não podemos mais fingir que não é nossa responsabilidade tomar as medidas necessárias e de maneira urgente”, declarou à agência France Press Marlene Moses, representante da Aliança de Estados insulares.

O Protocolo de Kyoto, assinado em 1997 chega ao fim da sua primeira fase no final deste ano. Até hoje, ele é o único documento jurídico que estabelece objetivos numéricos de redução da emissão de gás de efeito estufa para todos os países que ratificaram o tratado.

O representante chinês na conferência que conta com 190 Estados, lembrou em nome de outros países em desenvolvimento como o Brasil, Índia e a Africa do Sul, a responsabilidade histórica do norte no desequilíbrio climático.

No final de 2011, a comunidade internacional se comprometeu sobre a necessidade de um segundo período de validade para o tratado envolvendo todos os Estados e previsto para 2015, com entrada em vigor em 2020. No entanto, diversos países, como os Estados Unidos, segundo maior emissor mundial de CO2, nunca ratificaram o protocolo de Kyoto. Já a China, que não era limitada em seu volume de emissão por ter o status de país em desenvolvimento, se tornou hoje a nação que mais polui.

Kyoto 2 deve no entanto se limitar a estabelecer a redução de 15% das emissões de gás da União Europeia e da Austrália, já que o Canadá saiu do protocolo e a Rússia e o Japão não querem a extensão do período de validade do tratado.