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Rússia Direitos Humanos Pussy Riot Vladimir Putin

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Pussy Riot prestam queixa na Corte Europeia de Direitos Humanos

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Nadezhda Tolokonnikova e Mzria Alyokhina, membros do Pussy Riot REUTERS/Maxim Shemetov

As integrantes do grupo de punk-rock da Rússia, Pussy Riot, entraram com uma queixa na Corte Europeia de Direitos Humanos denunciando violações de seus direitos fundamentais durante seu processo na Rússia.


O advogado do grupo afirma que várias regras da Convenção Europeia dos Direitos Humanos foram violadas, como a garantia da liberdade de expressão, liberdade individual e direito a um processo justo e sem tortura. Em agosto de 2012, as três integrantes do Pussy Riot, Nadejda Tolokonnikova, Ekaterina Samoutsevitch e Maria Alekhina, foram condenadas a uma pena de dois anos em um campo de detenção por incitação ao ódio religioso e à violência.

O grupo foi condenado após a apresentação, em fevereiro, de ''uma oração punk'' na catedral ortodoxa do Cristo Salvador, em Moscou, onde elas pediam à Virgem Maria que expulsasse do poder o presidente Vladimir Putin.

Depois do julgamento, Ekaterina Samousevitch teve a pena diminuída e foi libertada. De acordo com os advogados, a oração punk foi uma manifestação artística e política, que não tinha como objetivo “desrespeitar o sentimento dos fiéis.” Eles também denunciam as condições humilhantes impostas às jovens na prisão durante a audiência, sentadas em uma jaula.