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China envia navios para ilhas disputadas e reacende tensão com Japão

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Navios de observação chineses entraram nesta terça-feira (23) no mar das ilhas Senkaku-Dioayu REUTERS/Kyodo

O tom de agressividade entre a China e o Japão voltou a subir por causa da disputa do arquipélago de Senkaku. O território é administrado pelo Japão, mas é reivindicado pela China. Hoje, oito navios chineses entraram nas águas territoriais do Japão, o que provocou a ira das autoridades japonesas.


Segundo as autoridades japonesas, a frota chinesa é composta por oito navios de vigilância marítima que chegaram a 22 quilômetros da costa do arquipélago de Senkaku, chamado de Diaoyu pela China. Esta é a primeira vez que Pequim envia tantas embarcações para o local desde que a crise entre os dois países se agravou em setembro do ano passado. As ilhas inabitadas foram compradas pelo governo japonês, mas a soberania japonesa é contestada pela China.

No parlamento japonês, o premiê Shinzo Abe declarou que o país está pronto para evitar por meio da força o desembarque não-autorizado de forças chinesas. Em apoio às declarações do primeiro-ministro, o Ganbare Nippon, um movimento nacionalista japonês, anunciou o envio de nove navios pesqueiros para assegurar a soberania japonesa no local.

O arquipélago fica a 400 km ao sul do Japão e, além de ser um ponto estratégico militar, possui potencial energético com reservas inexploradas.

A operação naval chinesa no arquipélago e de Senkaku coincidiu com a visita de 168 parlamentares japoneses nesta terça-feira ao memorial de Yasukuni, no centro de Tóquio. O monumento foi erguido em homenagem aos 2,5 milhões de soldados japoneses que morreram pelo país. O local é visto por chineses e coreanos como um símbolo do militarismo japonês. Um porta-voz da diplomacia chinesa disse que a visita dos parlamentares nega o passado bélico do Japão.