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Disputa por ilhas interfere na comemoração da capitulação japonesa

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Primeiro-ministro japonês durante a cerimônia de comemoração da capitulação japonesa, nesta quinta-feira, 15 de agosto de 2013. Reuters

O Japão comemora nesta quinta-feira, 15/08/2013, o 68° aniversário de sua capitulação na Segunda Guerra Mundial e, quebrando a tradição, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe não pediu desculpas aos seus vizinhos asiáticos pelas perdas provocadas pelo exército japonês durante o conflito. O discurso do premiê foi curto, mas indica a tensão na região por causa de conflitos marítimos, principalmente com a China.


Essa é a primeira vez em 20 anos que um primeiro-ministro japonês não pede desculpas pela violência cometida pelo exercito do país à população dos vizinhos asiáticos na segunda guerra mundial. O próprio Shinzo Abe tinha feito esse mea-culpa quando foi primeiro ministro pela primeira vez entre 2006 e 2007. Nesta quinta-feira, durante a cerimônia para comemorar o aniversário da capitulação japonesa, em Tóquio, o premiê se contentou em homenagear as vítimas do conflito e desejar uma paz duradoura.

Além disso, ministros importantes de seu governo visitaram o polêmico santuário de Yasukuni, apontado pelos países vizinhos como um símbolo do passado militar japonês. O local homenageia os 2,5 milhões de soldados japoneses mortos em conflitos, mas também 14 criminosos de guerra condenados pelos aliados. Desde que voltou ao poder, em dezembro do ano passado, Shinzo Abe, aumentou o orçamento militar do Japão e tenta modificar a Constituição pacifista do país.

Essa comemoração da capitulação confirma a tensão na região devido ao contencioso por ilhas no mar da China Oriental. As ilhas, chamadas de Senkaku pelos japoneses e de Diaoyu pelos chineses, são ocupadas pelo Japão, mas reivindicadas pela China. Pequim envia com frequência navios à região, levando observadores a temer um incidente armado entre as duas potências asiáticas.