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Filipinas Haiyan ONU Supertufão Tufão

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Nações Unidas pedem US$ 301 milhões para ajudar Filipinas

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Os sobreviventes du tufão fazem filas para receber comida, água potável e outros produtos de primeira necessidade. REUTERS/Erik De Castro

As Nações Unidas pediram hoje que a comunidade internacional se mobilize para doar US$ 301 milhões (cerca de R$ 600 milhões) para as Filipinas. O país teve a sua costa arrasada pela passagem do supertufão Haiyan. Os sobreviventes da tragédia precisam com urgência de água, alimentos e produtos de primeira necessidade.


O supertufão Haiyan deixou um rastro de destruição que ainda é difícil de calcular. Desde sábado, logo após a constatação da violência do fenômeno, a comunidade internacional tem enviado ajuda. Nesta segunda-feira, a Comissão Europeia confirmou a doação de 10 milhões de euros (R$ 30 milhões) para ajudar na reconstrução das regiões afetadas. No sábado, o bloco europeu já havia confirmado o envio de uma ajuda de urgência de 3 milhões de euros (R$ 9 milhões). “Para além da ajuda humanitária, a União Europeia também já disponibilizou recursos para a reconstrução”, diz comunicado da Comissão Europeia.

Navios britânicos e americanos estão sendo aguardados na região central do país além de um avião canadense. O Pentágono já autorizou o envio do porta-aviões George-Washington com 5 mil militares e 80 aviões que estava em Hong Kong para levar mantimentos e remédios aos filipinos.

O último balanço oficial registra 1.1174 mortos, mas as estimativas das Nações Unidas calculam 10 mil vítimas fatais apenas em Tacloban, capital da província de Leyte. Ao todo, mais de 11 milhões de habitantes das Filipinas, o que corresponde a 10% da população do país, foram afetados pela catástrofe natural. Ao todo, 673 mil pessoas estão desabrigadas.

Os sobreviventes da tragédia que ainda não encontraram abrigo tentam abandonar as áreas afetadas, mas o tufão destruiu pontes, estradas e aeroportos. A infraestrutura de comunicação também foi devastada por Haiyan e seus ventos de mais de 300 km/h. Essa situação, além de prejudicar o acesso das equipes de resgate, também impede a contagem das vítimas.

“Esperamos pelo pior. Ao passo que os acessos são desbloqueados, descobrimos mais cadáveres”, disse John Ging, diretor de operações do escritório de Assuntos Humanitários da ONU.