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Retomada da violência marca início de mandato da presidente da RCA

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Soldado francês faz patrulha nas ruas de Bangui. REUTERS/Siegfried Modola

A violência aumentou novamente em Bangui neste sábado (25), dois dias após a posse da presidente interina Catherine Samba Panza. Saques e confrontos entre cristãos e muçulmanos foram registrados na capital da República Centro-Africana. Um ex-ministro foi morto pelas milícias na noite de sexta-feira.


Dois dias após assumir a presidência interina do país, Catherine Samba Panza já teve que enfrentar a retomada da violência na República Centro Africana. Eleita pelo Parlamento, a nova chefe de Estado, que acaba de nomear seu primeiro-ministro André Nzapayeké para a formação de um governo, teve que dedicar um parte do sábado às questões ligadas à segurança da capital.

O clima estava tenso no bairro de Miskine, no centro de Bangui, após as trocas de tiros registradas na noite de sexta-feira entre a força africana (Misca) e os ex-combatentes da Séléka. Disparos também foram ouvidos perto da Assembleia Nacional.

Neste sábado as tensões se concentravam nas zonas de maioria muçulmana da capital e perto dos acampamentos dos combatentes. Violências e saques também foram registrados no centro de Bangui. Na véspera, o ex-ministro muçulmano Joseph Kalité, próximo do ex-presidente Michel Djotodia, foi assassinado por extremistas cristãos. O episódio provocou novos confrontos que duraram até a madrugada.

Conflito de milícias

A crise na República Centro-Africana explodiu em 5 de dezembro, quando milícias católicas lançaram uma ofensiva em Bangui contra o Séléka, um grupo de predominância muçulmana, que participou do golpe que destituiu o presidente François Bozizé no início de 2013. Michel Djotodia, líder do Séléka, chegou a assumir a presidência do país, mas deixou o poder em 10 de janeiro diante da pressão da comunidade internacional, que criticava sua incapacidade na gestão dos confrontos.