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Acidente Avião China Malásia Mar da China Oceano Índico Vietnã

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Tremor no mar poderia ter sido causado por queda de avião da Malaysia Airlines

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Homens da marinha filipina participam das operações de busca pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines REUTERS/PS-36 Philippine Navy

Nesta sexta-feira (14), especialistas da Universidade de Ciência e Tecnologia da China apresentaram o que pode ser uma nova pista do paradeiro do Boeing 777 da Malaysia Airlines que desapareceu no último sábado quando fazia o trajeto Kuala Lumpur - Pequim.


Luiza Duarte, correspondente da Rádio França Internacional em Hong Kong

Membros do Laboratório de Sismologia e Física detectaram um evento sísmico no Mar da China entre o Vietnã e a Malásia no dia 8 de março, uma hora e meia depois do último contato feito pela aeronave. O tremor registrado a 116km da última localização conhecida do Boeing 777 poderia ter sido causado pela queda de um avião no mar. O local foi identificado com base em registros coletados por dois sismógrafos localizados na Malásia.

Busca deslocada

Nesse sétimo dia de buscas, ao menos 40 embarcações e 40 aeronaves de diversos países seguem mobilizadas no Mar da China e no estreito de Malaca. A tendência é que as equipes se concentrem no oeste, já que os Estados Unidos decidiram expandir a zona de atuação para o Oceano Índico, área fora da rota do MH370.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, garantiu que o país dispõe de novas informações técnicas, mas não divulgou a natureza desses dados. A pedido da Malásia, a Índia agora também coopera para tentar localizar o Boeing 777.

Informações desencontradas

A semana foi marcada pela divulgação de informações contraditórias e por declarações desmentidas, o que rendeu críticas às autoridades malaias. Na quinta-feira (13), o ministro da Defesa da Malásia, Hishammuddin Hussein, negou as informações divulgadas pelo The Wall Street Journal de que o avião teria voado mais 4h, depois do último contato com radares civis.

No entanto, o deslocamento da zona de busca para o oeste parece reforçar a pista de que o avião tenha saído de sua rota com destino à capital chinesa e continuado voando por algumas horas. O avião da Malaysia Arlines sumiu dos radares na madrugada, com 239 pessoas a bordo.