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Países africanos estão entre os piores do mundo para ser mãe

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A República Democrática do Congo é um dos piores países para se ter um filho no mundo MONUSCO/Myriam Asmani

Um ranking publicado pela ONG Save The Children nesta terça-feira (6) mostrou que dez países africanos estão entre os piores locais do mundo para ter um filho em 2014.


A Organização comparou a situação de 178 países, analisando a economia, a estabilidade política, o bem-estar das crianças e o acesso à saúde e à educação. O relatório cita a Costa do Marfim, o Chade, a Serra Leoa, a República Centro-Africana, a Guiné Bissau, o Mali, o Níger, e a República Democrática do Congo como os piores lugares do mundo para ter um filho. A Somália está no topo do ranking.

A organização reúne uma série de documentos recolhidos nos últimos 15 anos sobre as condições de vida das mães no mundo. Os dados, segundo a ONG, mostram "as disparidades impressionantes entre os países ricos e os pobres e a necessidade urgente de acelerar os progressos em matéria de bem-estar, que seja das mães ou das crianças", diz o relatório.

O documento também mostra que os conflitos armados, as catástrofes naturais recorrentes e a governança insuficiente contribuem para a degradação dessa situação na África. Em nível mundial, mais de 60 milhões de mulheres e crianças tiveram que recorrer à ajuda humanitária em 2013.

O relatório ainda revela que mais da metade das mortes das mães e crianças que acontecem nessas regiões poderiam ser evitadas e pede uma maior mobilização para democratizar o acesso à saúde e contribuir para a estabilidade nos países mais frágeis.

No topo do ranking dos melhores países do mundo para as mães estão a Finlândia, a Noruega, a Suécia, a Islândia, a Holanda, a Dinamarca, a Espanha, a Alemanha e a Austrália. A França e a Grécia estão na vigésima colocação, e os Estados Unidos, na 31ª. O Brasil chega em 76° lugar, com 14 mortes a cada 1.000 nascimentos.