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Líbia Muammar Kadafi Eleição Parlamento Votação Confrontos Crise Islâmico Rebeldes Milícias

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Insegurança e desinteresse marcam legislativas na Líbia

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Eleições parlamentares na Líbia acontecem nesta quarta-feira, 25 REUTERS/Saddam Alrashdy

Os eleitores líbios votam nesta quarta-feira (25) para escolher o novo Parlamento do país. Um forte esquema de segurança foi montado nos locais de votação. Somente 1,5 milhão de cidadãos se inscreveram para votar, de um total de quase 3,5 milhões de pessoas aptas a votar.


As sessões de votação abriram às 8h da manhã, horário local, mas a taxa de participação é muito pequena. Até o meio-dia, apenas 13% dos eleitores inscritos votaram. Essas eleições mobilizam muito menos do que a primeira votação democrática realizada no país em 2012, após a queda de Muammar Kadafi.

A insegurança que domina a Líbia é uma das explicações. Várias sessões de votação não abriram hoje por motivos de segurança em Derna, reduto de rebeldes islâmicos no leste, ou sudeste do país, onde confrontos entre grupos tribais são frequentes. A situação também é tensa em Benghazi, palco de combates diários entre radicais islâmicos e as forças do general da reserva Khalifa Haktar.

Novo Parlamento

O novo Parlamento, que será eleito hoje, terá a missão de liderar uma nova etapa da transição política e restabelecer a ordem no país. Os 200 futuros deputados vão substituir o Congresso Geral Nacional, a maior autoridade política e legislativa, eleito em julho de 2012 na primeira eleição livre da história da Líbia, após mais de 40 anos de ditadura.

Mas o Congresso geral é acusado de ter contribuído para a atual instabilidade na Líbia devido à luta de influências entre blocos parlamentares liberais e islâmicos, apoiados por milícias armadas.