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Aeroporto Líbia Muammar Kadafi Conflito Milícias

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Confrontos pelo controle do aeroporto de Trípoli matam seis

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Colunas de fumaça são vistas perto do aeroporto da capital líbia. REUTERS/ Hani Amara

Pelo menos seis pessoas morreram e 25 ficaram feridas durante confrontos entre grupos armados rivais pelo controle do aeroporto de Trípoli, capital da Líbia, neste domingo (13). No sábado, os Estados Unidos alertaram par ao risco de um “conflito generalizado” no país, três anos após a queda do ex-ditador Muammar Kadafi.


Um porta-voz do ministério da Saúde não especificou se os mortos eram civis ou homens armados. A troca de tiros e morteiros começou nesta manhã e resultou no fechamento do aeroporto por pelo menos três dias, de acordo com as autoridades aeroportuárias.

O ataque foi reivindicado por milícias islamistas determinadas a retirar as brigadas de Zintan, que controlam diversos pontos estratégicos do sul da capital, incluindo o aeroporto. O avanço foi combatido pelos zintaneses, mas os confrontos permanecem em outros lugares ocupados por essa tribo, principalmente na estrada que leva até o aeroporto.

As milícias islamistas haviam convocado militantes pelas redes sociais para éliberar a capital” dos ex-rebeldes de Zintan, uma cidade a 170 quilômetros de Trípoli que teve um papel ativo na queda do ditador, em 2011.

Governo frágil

Os confrontos ilustram a fraqueza das autoridades liberais de transição no poder, incapazes de dissolver ou desarmar grupos de ex-rebeldes islamistas. A era pós-Kadafi vem sendo marcada pelo caos e a anarquia.

No sábado, o governo americano alertou que o conflito na Líbia pode se tornar "generalizado" e pediu que um novo Parlamento tome forme rapidamente, depois de contestadas eleições. A porta-voz do Departamento de Estado americano, Jen Psaki, também pediu que o trabalho no rascunho da nova Constituição líbia aconteça "sem interferência ou violência".

Porto de petróleo

Também ontem, manifestantes fecharam o porto petrolífero de Brega, no leste da Líbia, informou a estatal National Oil Corp (NOC), dias após o governo local comemorar a reabertura da maioria dos portos, passado um ano de bloqueios. O porta-voz da NOC, Mohamed El Harari, disse que a também estatal Sirte Oil CO teria de interromper sua produção de 43 mil barris por dia se os protestos continuarem.

Os manifestantes em Brega são guardas das instalações petrolíferas, uma força integrada principalmente por ex-combatentes das milícias que ajudaram a derrubar o governo de Kadafi.