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Líbano Crise Jihadista Milícias Síria Conflito Confrontos Violências Morte Tensão

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Menina de 12 anos morre em troca de tiros entre exército e jihadistas no Líbano

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Líbano mobiliza Exército depois que 16 soldados foram mortos e outros 13 estão desaparecidos após combates com rebeldes sírios no último fim de semana. REUTERS/Hassan Abdallah

Combates entre o exército libanês e jihadistas em Bab al-Tebbaneh, maior cidade do norte do Líbano, mataram uma menina de 12 anos nesta terça-feira (5). A tensão segue alta na fronteira do país com a Síria, onde extremistas islâmicos tentam tomar o controle.


Durante a madrugada, combates foram registrados diante de um posto militar de Bab al-Tebbaneh. Quatro granadas foram lançadas contra as forças libanesas, que responderam ferindo duas pessoas. Violências também sacudiram a capital Tripoli hoje.

O conflito se estendeu ontem para a cidade sunita de Aarsal, no leste do país. Os extremistas islâmicos acusam o exército libanês de ligação com a milícia xiita Hezbollah, que combate na Síria ao lado do regime de Bashar al-Assad.

Nesta manhã, um comboio com religiosos sunitas também foi atacado no nordeste do país. O grupo tenta mediar o conflito entre o exército e combatentes islamitas sírios que tentam controlar a zona. Os religiosos ficaram apenas levemente feridos.

Líbano critica demora do governo francês na entrega de armas

O chefe do Exército libanês, o general Jean Kahwahji, reclamou hoje da demora da França na entrega de armas para ajudar no combate aos jihadistas. No final do ano passado, a Arábia Saudita aceitou repassar US$ 8 milhões ao exército libanês para que ele pudesse comprar material bélico da França.

Além disso, no último mês de junho, uma conferência em Roma sobre a expansão do conflito sírio para o Líbano havia decidido que a comunidade internacional deveria oferecer apoio ao exército libanês.

“Precisamos de equipamentos e tecnologias que não possuímos. É necessário que se acelere a ajuda militar com a entrega do material requisitado à França no acordo assinado com a Arábia Saudita e ratificado em Roma”, declarou o general.

Desde sábado, 16 soldados libaneses já morerram em confrontos com os jihadistas.