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Na chegada do papa Francisco, Coreia do Norte lança mísseis na Coreia do Sul

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A Coreia do Norte utiliza frequentemente tiros de mísseis de curto alcance para mostrar seu descontentamento contra a Coreia do Sul REUTERS/KCNA (NORTH KOREA -

A Coreia do Norte lançou três mísseis de curto alcance nesta quinta-feira (14), pouco depois da chegada do papa Francisco a Seul, capital sul-coreana. Os tiros foram lançados do porto de Wonsan, no leste do país, a uma distância de cerca de 220 quilômetros, segundo o ministério sul-coreano da Defesa.  


De acordo com o ministério, a Coreia do Sul acionou o estado de alerta na fronteira e os tiros vieram de um lança-foguetes de 300 milímetros. O papa Francisco chegou nesta manhã a Seul, perto do Paralelo 38, a linha que estabelece a fronteira entre as duas Coreias.

Os católicos norte-coreanos foram proibidos pelas autoridades de se encontrarem com o papa, apesar da Constituição do país garantir a liberdade de culto. Segundo um relatório recente, publicado pela Comissão da ONU encarregada de avaliar o respeito aos direitos humanos no país, os cristãos que não participam de associações oficiais são alvos de perseguição.

No início da semana, a Coreia do Norte exigiu da Coreia do Sul que renunciasse aos exercícios militares anuais com os Estados Unidos, que deveriam ter começado na segunda-feira, dizendo que operação colocaria ambos "à beira da guerra."

Papa Francisco pede pela paz entre as Coreias

Em sua chegada ao país, o papa Francisco fez um apelo aos dirigentes das duas Coreias, pedindo que eles superassem "as recriminações mútuas" e parassem de utiilizar a força, estimando que a paz só pode ser atingida "pelo diálogo e o perdão."

Diante da presidente Park Geun-Hye e das autoridades do país, ele evitou citar diretamente a Coreia do Norte e elogiou os esforços a favor da reconciliação e da estabilidade na penísula coreana. "A diplomacia como arte do possível é baseada na convicção que a paz pode ser alcançada pelo diálogo e ouvindo o outro, mais do que as recriminações mútuas, as críticas estéreis e uso da força."