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UE promete mais R$ 236 milhões para luta contra epidemia de Ebola

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Médicos se prepararam para tratar pacientes na Libéria. REUTERS/Athalia Christie/CDC/Handout

Os Estados membros da União Europeia prometeram mais € 78 milhões (R$ 236 milhões) para ajudar os países africanos a combaterem o surto de Ebola. Nesta quarta-feira (17), o Banco Mundial disse que a epidemia pode custar “bilhões de dólares” para as nações atingidas.


A comissária europeia de Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva, anunciou que os países que integram o bloco europeu deram contribuições individuais, que se somam aos cerca de € 150 milhões já concedidos pela Comissão Europeia para apoiar os países mais afetados, Libéria, Serra Leoa e Guiné. Georgieva explicou, no Parlamento, que a decisão foi tomada em uma reunião de alto nível, realizada ontem em Bruxelas, para coordenar a ajuda europeia contra a epidemia.

Essa articulação vai continuar na reunião dos ministros da Saúde dos países europeus, prevista para a semana que vem, em Milão. Segundo a ONU (Organização das Nações Únicas), os países afetados precisam de US$ 1 bilhão (R$ 2,3 bilhões) para acabar com o surto, o mais grave desde 1976.

A comissária pediu para os países detalharem as suas contribuições até a cúpula. A Alemanha, por exemplo, se ofereceu para receber e tratar pacientes infectados, a Áustria disponibilizou equipamentos, enquanto Irlanda, Eslovênia, Luxemburgo, Estônia, Polônia e Suécia prometeram recursos financeiros. A França já doou € 10 milhões (R$ 30 milhões).

Impacto econômico

O Banco Mundial divulgou hoje um relatório indicando que, se não for controlada, a epidemia de febre hemorrágica poderá custar bilhões de dólares aos países do oeste da África até o fim do ano que vem. A instituição observa que o contágio na região pode se propagar com o turismo e o comércio.

Na pior situação, a economia da Libéria pode sofrer uma contração de 11,7% do PIB em 2015 por causa da epidemia, enquanto o crescimento econômico de Serra Leoa pode despencar 8,9%, assim como 2,3% na Guiné, advertiu o Banco Mundial.

“O relatório destaca o enorme custo potencial da epidemia se não nós aumentamos os esforços para pará-la agora”, destacou Jim Yong Kim, presidente do órgão.