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Assassinato Quénia Padre Crime Igreja Católica Pena de morte Julgamento

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Padre do Quênia é condenado à pena de morte por assassinato de bispo

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O padre Guyo Waqo, Mohamed Bagalo, Aden Mohamed e Ali Halake acusados da morte do bispo Luigi Locati, no tribunal de Nairóbi. Reprodução the-star.co.ke

Um tribunal de Nairóbi condenou nesta quinta-feira (6) à pena de morte um padre católico e quatro supostos cúmplices do assassinato de um bispo italiano em 2005. O padre Guyo Waqo é apontado como mentor do crime.


A justiça queniana divulgou um comunicado informando que o padre Waqo e os quatro co-acusados foram condenados à pena capital pela morte do bispo Luigi Locati, que dirigia a diocese de Isiolo, a 250 km da capital queniana. O tribunal garante que os cinco homens mataram o bispo de 77 anos dentro da Igreja de Isiolo, após uma discussão sobre donativos recebidos pela diocese.

A motivação do crime seria a luta de poder pelo controle dos fundos em dinheiro e da própria diocese, no momento da aposentadoria do bispo Locati. 

Após oito anos de investigações, o padre Guyo foi apontado como o mentor do assassinato. Segundo a justiça queniana, o clérigo teria recrutado os quatro co-acusados para cometer o crime. O juiz Fred Ochieng estimou que os cinco homens estavam diretamente "implicados no planejamento e no assassinato do bispo". Todos alegam ser inocentes e poderão recorrer da sentença. 

O Quênia não pratica nenhuma execução desde 1987, mas a pena de morte continua em vigor no país.

O Vaticano ainda não se pronunciou sobre a sentença. No dia 23 de outubro passado, o papa Francisco defendeu a abolição da pena de morte em "todas as suas formas" e a melhoria das "condições carcerárias" em todos os países. O discurso do papa foi feito durante um encontro que reuniu, no Vaticano, juristas da Associação Internacional de Direito Penal.