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Hong Kong Manifestação Ativistas Protestos Ocupação acampamentos Democracia China Polícia

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Polícia desmantela acampamento e detém ativistas em Hong Kong

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Polícia desmantela nesta quinta-feira (11) um dos pricipais acampamentos pró-democracia de Hong Kong. REUTERS/Bobby Yip

Centenas de policiais invadiram e desmantelaram nesta quinta-feira (11) o principal acampamento do movimento pró-democracia de Hong Kong. A invasão aconteceu após o fim do ultimato dado aos manifestantes para deixarem o local. A remoção foi autorizada pela Alta Corte da ex-colônia britânica.


O desmantelamento aconteceu após 11 meses de ocupação pelos manifestantes do bairro central de Admiralty, onde fica a sede do governo da província autônoma chinesa. Muitos manifestantes acataram o ultimato e já haviam deixado o local voluntariamente, mas uma centena de pessoas resistiu.

Sentados no centro do acampamento, líderes estudantes e deputados pró-democracia gritavam palavras de ordem como "desobediência civil sem medo" ou “somos pacíficos”. Eles foram retirados um a um pela polícia e detidos. Quem resistiu à detenção foi carregado até o camburão.

O chefe do executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, tinha garantido que "os policiais iriam utilizar “o mínimo de força possível". O movimento pró-democracia é pacifico, mas atos de violência foram registrados nas tentativas anteriores do governo de desmantelamento

Decisão de Justiça

A Alta Corte de Hong Kong ordenou o fim da ocupação, depois de analisar queixa dos comerciantes e empresas de ônibus. Esta manhã, os oficiais de justiça foram até o acampamento para anunciar a decisão aos ativistas. Em seguida, as barricadas foram destruídas e os opositores conclamados a deixar o local.

Na noite de quarta-feira, milhares de manifestantes se reuniram em Admiralty para uma última demonstração de força do movimento que exige eleições livres, sem a interferência de Pequim, para a escolha do chefe do executivo local em 2017. Outros bairros de Hong Kong ainda são ocupados por militantes, mas o desmantelamento do principal acampamento pode representar o fim do movimento de protesto que provocou a pior crise política na província, desde sua retrocessão à China.

O estopim para as manifestações foi a exigência de que os candidatos só poderão concorrer às eleições de 2017 depois de receberam o aval de Pequim.