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Israel Palestina TPI Faixa de Gaza Guerra

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Israel ameaça abrir processo contra dirigentes palestinos por "crimes de guerra"

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Le Premier ministre israélien Benyamin Netanyahu a mis en garde la Palestine contre sa demande d'adhésion à la CPI. REUTERS/Amir Cohen

O governo israelense poderá abrir um processo contra os dirigentes palestinos por "crimes de guerra", em resposta ao pedido de adesão ao Tribunal Penal Internacional, onde Israel também poderia ser alvo das mesmas acusações. Os acusados poderiam ser o presidente palestino Mahmoud Abbas e outros membros da Autoridade Palestina.


Os inquéritos poderiam ser julgados em tribunais americanos, de acordo com um comunicado atribuído "a fontes de um responsável do governo israelense", mas não dá detalhes sobre os prazos. O texto acusa os palestinos de “atuarem em colaboração com o Hamas, uma organização terrorista que, a exemplo do grupo Estado Islâmico, comete crimes de guerra atirando em civis, em áreas populosas.”

O premiê israelense Benjamin Netanyahu vem dando diversas declarações nos últimos meses associando as ações do grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque aos "crimes de guerra" que teriam sido cometidos pelo Hamas. Os integrantes do movimento são acusados de utilizar a população de Gaza como escudo humano na última ofensiva israelenses na região, em julho de 2014. Em 50 dias, a guerra em Gaza – a terceira em seis anos – deixou mais de 2200 palestinos mortos, a grande maioria civis, e 70 israelenses, na sua maioria soldados.

Para Netanyahu, pedido feito ao TPI configura "guerra diplomática"

Nesta sexta-feira, os palestinos pediram oficialmente a adesão ao Tribunal Penal Internacional. O pedido ocorreu depois da resolução pedindo o fim da ocupação israelense na região ser rejeitada pelos membros do Conselho de Segurança da ONU. Mas, depois de meses de tensão com Israel, a iniciativa foi considerada "como uma declaração de guerra diplomática" pelos israelenses. "Esperamos que o TPI rejeite o pedido hipócrita feito pela Autoridade Palestina, que não é um Estado, mas uma entidade ligada a uma organização terrorista", reagiu o premiê israelense Benjamin Netanyahu.