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Iêmen Milícias Ataques Tentativa de golpe de estado

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Capital do Iêmen é alvo de ataques aéreos liderados pela Arábia Saudita

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Moradores do vilarejo de Okash, perto da capital iemenita, em meio aos destroços provocados pelos ataques aéreos. REUTERS/Mohamed al-Sayaghi

Aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita atacaram Sanaa na madrugada de sábado para domingo. Esse já é o 11° dia da ofensiva aérea contra milícias xiitas no Iêmen. Mais de 500 pessoas morreram desde o início da operação e a comunidade internacional tenta impor uma trégua para o envio de ajuda humanitária.


Os moradores da Sanaa informaram que várias explosões foram registradas durante a noite. As deflagrações, que teriam sido provocadas pelos aviões da coalizão dirigida pelo exército da Arábia Saudita com os aliados sunitas do Golfo, visavam as bases militares dos rebeldes huthis. As milícias, que controlam a capital iemenita e as regiões do norte e do centro do país, tomaram o palácio presidencial e obrigaram o chefe de Estado a fugir.

Os militares tentam conter o avanço dos rebeldes que, depois de tomarem Sanaa, tentam controlar Aden, importante localidade do sul do Iêmen. Para Riad, defender a cidade é o “principal objetivo” da missão da Arábia Saudita no país. Adel al Djoubeir, embaixador saudita nos Estados Unidos, avisou que o envio de tropas para ações no solo já foi cogitado.

Ajuda humanitária é esperada no Iêmen

Esse domingo também foi marcado pela espera de ajuda humanitária no Iêmen, já que a Arábia Saudita ainda não respondeu ao pedido de uma pausa de 24 horas para o envio de alimentos e medicamentos para a população, apresentado no Conselho de Segurança das Nações Unidas na véspera. No sábado, diante da pressão da comunidade internacional, a coalizão liderada por Riad informou que a Cruz Vermelha poderia enviar dois aviões com ajuda aos iemenitas. “A operação humanitária faz parte do nosso trabalho. Nós não vamos alimentar as milícias”, explicou a organização.

Temendo o aumento da violência, vários países estão retirando seus cidadãos do território iemenita. Os últimos russos, indianos, indonésios e paquistaneses já deixaram o Iêmen. França, China e várias nações africanos também evacuaram parte de seus compatriotas ainda neste domingo.

Segundo um balanço oficial das Nações Unidas, datando de quinta-feira (2), pelo menos 519 pessoas morreram e 1700 ficaram feridas em duas semanas de conflito.