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Tufão Filipinas Catástrofes naturais

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Chegada de tufão obriga retirada de mais de 2 mil filipinos de suas casas

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Passageiros esperam um ônibus no terminal de Manila neste sábado, enquanto as autoridades organizavam a retirada de milhares de pessoas de áreas de risco. REUTERS/Romeo Ranoco

A aproximação do tufão Noul no norte das Filipinas levou mais de 2 mil moradores a deixarem suas casas neste domingo (10) e se refugiarem em locais seguros. As autoridades locais alertam para riscos de inundações, deslizamentos de terras e formação de ondas gigantes.


O tufão diminuiu ligeiramente sua velocidade neste domingo, mas ganhou mais intensidade com ventos de até 220 km/h. O fenômeno se aproxima de uma das regiões da ilha de Luzon, indicou a direção da vigilância meteorológica do governo.

Noul deveria atingir o território no final da tarde ou durante à noite e atingir principalmente a província de Cagayan. As autoridades locais consideram a tempestade "muito perigosa e a mais potente do ano".

Ambulâncias ajudam na retirada de moradores

O chefe da defesa civil de Cagayan confirmou que mais de dois mil moradores do litoral estavam deixando suas casas para se instalarem em zonas urbanas mais altas. Eles são retirados com a ajuda de ônibus, caminhões e até ambulâncias.

Segundo a porta-voz do Conselho Nacional de Gestão de Catástrofes, Mina Marasigan, "algumas regiões podem registrar deslizamentos de terra e outras inundações repentinas".

As regiões costeiras também podem ser atingidas por ondas de até dois metros de altura. Este tipo de ondas, que se parecem com tsunamis, é uma das maiores preocupações das autoridades filipinas.

Essas ondas gigantes teriam sido um das principais responsáveis pelo grande número de 7.300 mortos ou desaparecidos registrados no arquipélago, em novembro de 2013, durante a passagem do tufão Hayan.