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Aviação Voo MH370 Malaysia Airlines Acidente Voo AF 447

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Equipes que estudaram restos do AF447 vão analisar destroço de avião encontrado na Reunião

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Escritório da DGA, na região francesa de Toulouse, foi encarregado de analisar destroço encontrado na ilha da Reunião. REUTERS/Stringer

O destroço de um avião encontrado na quarta-feira (29) na ilha da Reunião será enviado neste fim de semana para a região de Toulouse, no sul da França. O objeto será analisado em um escritório da Direção Geral do Armamento (DGA) especializado em investigações técnicas após acidentes aéreos. Os peritos, que vão verificar se a peça pertence ao MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido em 2014, são os mesmos que atuaram após as buscas do voo AF447, que caiu entre Rio de Janeiro e Paris em 2009.


A peça deve deixar a ilha da Reunião rumo a Europa ainda nesta sexta-feira (31). As análises do destroço só devem começar na próxima semana.

Segundo um comunicado divulgado pelas autoridades de ilha da Reunião, a perícia internacional e francesa está sendo coordenada pelo Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês). Já o escritório da Direção Geral do Armamento, situado na cidade de Balma, perto de Toulouse, é uma estrutura que depende do ministério francês da Defesa. Sua divisão de técnicas aeronáuticas (DGA TA) é a mesma que analisou os cerca de 650 destroços do voo Rio-Paris da Air France encontrados após o acidente que deixou 228 mortos em 1º de junho de 2009.

Segundo o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, "as informações preliminares sugerem que os destroços pertencem muito provavelmente a um Boeing 777”, o mesmo modelo do avião que desapareceu com 239 pessoas a bordo em 8 de março de 2014, quando fazia a rota entre Kuala Lumpur-Pequim. No entanto, o premiê disse que ainda é preciso verificar se a peça, que mede cerca de dois metros, é realmente do voo MH370.

Destroço pode ser primeira prova física do acidente

As buscas realizadas até o momento levaram as autoridades a acreditar que a aeronave caiu no sul do oceano Índico, devido aos sinais do avião detectados por satélite, mas nunca uma prova física havia sido encontrada. "É manifestadamente um passo muito importante, e se estes destroços procederem efetivamente do MH370, isso permitirá às famílias um desenlace", disse o ministro dos Transportes da Austrália, Warren Truss.

A Malaysia Airlines disse que continuava sendo "muito cedo para a companhia especular sobre a origem" da peça encontrada na ilha Reunião.

(Com informações da AFP)