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Aviação Voo MH370 Acidente Malaysia Airlines

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Pedaço de asa encontrado na ilha da Reunião pertence ao MH370

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Primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, confirma que peça encontrada na ilha da Reunião pertencia ao MH370. REUTERS/Olivia Harris

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, confirmou nesta quarta-feira (5) que o pedaço de uma asa de avião encontrado na ilha da Reunião pertence ao voo MH370. A declaração do premiê foi feita poucas horas após o início da perícia à qual a peça foi submetida na região de Toulouse, no sul da França. A confirmação pode relançar as investigações sobre o paradeiro da aeronave, que desapareceu em março de 2014 com 239 pessoas a bordo.


Os investigadores franceses, malaios e australianos já haviam constatado que o pedaço de asa vinha de um Boeing 777, mas a perícia não sabia se a peça pertencia ao avião da Malaysia Airlines. Mas segundo o primeiro-ministro malaio, as primeiras análises realizadas pelo laboratório militar eliminaram as dúvidas. "Hoje, 515 dias após o desaparecimento do avião, é com o coração pesado que preciso dizer que uma equipe internacional de especialistas confirmou conclusivamente que os destroços da aeronave encontrados na ilha da Reunião pertencem de fato ao MH370", declarou o premiê à imprensa.

As chances de que o fragmento de 2 m² de asa encontrado em na praia do Oceano Índico pertencessem ao avião que caiu quando fazia a rota entre Kuala Lumpur e Pequim eram grandes. Desde que o modelo Boeing 777 foi lançado, em 1995, apenas duas outras aeronaves haviam sido vítimas de acidentes. A primeira delas foi o voo da Asiana Airlines, que sofreu uma colisão em São Francisco em 2013. A outra é o voo da Malaysia Airlines MH17, que ligava Amsterdã a Kuala Lumpur, e que foi abatido no leste da Ucrânia em julho de 2014.

França é prudente

As autoridades franceses são mais prudentes. No início da noite desta quarta-feira, logo após as declarações do premiê malaio, o procurador adjunto Serge Mackowiak disse durante uma entrevista coletiva que há "fortes presunções" que levam a creer que a peça vem do MH370, mas que novas análises ainda devem ser realizadas a partir de quinta-feira.

Já a companhia Malaysia Airlines considerou que a confirmação da origem da peça é um "grande avanço" para resolver o mistério do desaparecimento do voo. "Esperamos encontrar mais objetos que possam ajudar com esse mistério", declarou a empresa por meio de um comunicado.