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Israel Jerusalém Autoridade Palestina Benjamin Netanyahu Tensão

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Israel proíbe entrada de palestinos na Cidade Velha de Jerusalém

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Policiais israelenses em Jerusalém, após os ataques que deixaram dois mortos no sábado (3). AFP PHOTO / AHMAD GHARABLI

O governo de Israel tomou a decisão excepcional neste domingo (4) após ataques que mataram dois israelenses ontem (3) na cidade. A Autoridade Palestina protestou contra a medida. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que “Israel trava uma luta de morte contra o terrorismo” e anunciou novas medidas de retaliação aumentando ainda mais a tensão na região.


Essa é a primeira vez que as autoridades israelenses interditam a Cidade Velha de Jerusalém aos palestinos. Durante 48 horas apenas os israelenses, os residentes da Cidade Velha, turistas, empresários e estudantes poderão entrar no local.

O acesso à Esplanada das Mesquitas foi proibido aos homens com menos de 50 anos, uma medida baixada com frequência em momentos de tensão. Não há restrições para as mulheres. O exército israelense intensificou suas operações nas últimas 24 horas, ferindo ao menos 77 palestinos, segundo fontes médicas.

Novas medidas

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo que seu país "trava uma luta de morte contra o terrorismo palestino" e ordenou novas e duras medidas após os ataques que deixaram dois israelenses mortos em Jerusalém. "Estas medidas incluem, entre outras, a demolição acelerada das casas dos terroristas", disse o premiê em uma mensagem de vídeo difundida pelo site de notícias israelense Ynet.

O governo palestino criticou a decisão de Israel e em comunicado denuncia "a política de escalada das autoridades israelenses" em "Jerusalém e na Cisjordânia ocupada".