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Putin diz que Turquia é “dirigida por quadrilha”

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Em discurso sobre o estado da Nação, Vladimir Putin ataca Turquia. REUTERS/Sergei Karpukhin

O presidente russo, Vladimir Putin, atacou de forma violenta nesta quinta-feira (3) a Turquia, afirmando que o país é dirigido por "uma quadrilha" que perdeu a "razão e o bom senso" ao derrubar um avião russo, uma traição que a Rússia "jamais esquecerá" e que, por isso, as autoridades turcas "vão se arrepender".


De forma quase imediata, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, reagiu, denunciando as "acusações imorais" da Rússia sobre o envolvimento de sua família no contrabando de petróleo do grupo Estado Islâmico (EI) e questionou a cumplicidade de Moscou nesse tráfico. O presidente turco afirmou dispor de provas de envolvimento da Rússia no tráfico de petróleo do grupo jihadista.

"Jamais esqueceremos essa cumplicidade com os terroristas. Consideramos a traição como um dos piores e mais vis atos", declarou Putin durante seu discurso anual sobre o estado da nação. "Jamais esqueceremos os que atiraram pelas costas contra nossos pilotos", ressaltou. "Parece que Alá decidiu castigar a quadrilha no poder na Turquia, privando-a de razão e bom senso", insistiu, sob os aplausos da assembleia reunida.

O ministro russo da Energia, Alexander Novak, anunciou, por sua vez, que as negociações sobre o projeto de gasoduto TurkStream, que levaria o gás russo à Turquia, foram suspensas.

Chanceleres da Rússia e Turquia discutem crise

A troca de acusações entre os dois presidentes precedeu a reunião entre o chefe da diplomacia russa, Sergey Lavrov, com o homólogo turco Mevlüt Cavusoglu, em Belgrado, capital da Sérvia. Foi a primeira reunião entre altos funcionários russos e turcos desde a destruição, em 24 de novembro, pela aviação turca, de um caça-bombardeiro russo perto da fronteira com a Síria.

Uma fonte diplomática declarou sob anonimato que o encontro durou 40 minutos, sem dar maiores informações sobre o que foi discutido entre os dois chanceleres. A discussão aconteceu paralelamente ao encontro da Organização pela Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).