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Israel Violências Palestinos Benjamin Netanyahu

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Israel quer enviar parentes de palestinos autores de ataques a Gaza

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Uma nova onda de violência entre palestinos e israelenses começou em outubro de 2015. Mussa Qawasma/Reuters

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu nesta quarta-feira (2) ao conselheiro jurídico do governo para analisar a possibilidade legal de expulsar para a Faixa de Gaza familiares de palestinos acusados de ataques. A iniciativa acontece em meio a uma onda de violência entre palestinos e israelenses que já dura cinco meses.


"Expulsar para Gaza os parentes de terroristas palestinos reduziria significativamente o número de ataques terroristas", afirmou um porta-voz do governo no Twitter.

No entanto, o sucesso desta iniciativa parece incerto. O conselheiro israelense Avichai Mandelblit expressou há alguns dias sua oposição a essas expulsões, considerando a medida ilegal do ponto de vista das leis israelenses e do direito internacional.

Onda de violência já dura cinco meses

Uma onda de ataques nos territórios palestinos, Jerusalém e Israel teve início em 1º de outubro de 2015, com a morte de 180 palestinos, 28 israelenses, um americano, um eritreu e um sudanês. A maioria dos palestinos mortos eram autores ou supostos autores de ataques contra israelenses.

Caso a iniciativa de Netanyahu seja aprovada, os familiares de palestinos envolvidos em episódios de violência seriam enviados para a Faixa de Gaza, que é geograficamente separada da Cisjordânia e isolada por Israel e pelo Egito. Os dois países também impõem um bloqueio econômico e comercial à região, que é administrada pelo movimento islâmico Hamas, considerado um grupo terrorista por Israel, Estados Unidos, países da União Europeia, Canadá e Japão.

Palco de uma quase guerra civil palestina em 2007 e de três guerras com Israel em seis anos, a Faixa de Gaza atravessa uma crise humanitária e uma recessão econômica profundas. No último conflito, em 2014, estima-se que 2.200 palestinos e 66 soldados e civis israelenses morreram.

(Com informações da AFP)