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Israel vai indenizar famílias de turcos mortos em ataque a barco em 2010

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O primeiro-ministro turco Binali Yildirim, em frente ao Parlamento REUTERS/Umit Bektas

Israel pagará uma indenização de 20 milhões de dólares às famílias dos 10 turcos mortos no ataque contra o barco "Mavi Marmara" em 2010, anunciou nesta segunda-feira (27) o primeiro-ministro turco Binali Yildirim.


O pagamento é parte de um acordo de reconciliação que será assinado na próxima terça-feira (28) entre os dois países. Israel e Turquia também designarão também "sem demora" seus embaixadores, disse o premiê turco, que elogiou “um importante passo” para a normalização das relações entre turcos e israelenses após seis anos de relações tensas.

O primeiro-ministro turco também anunciou à imprensa que a Turquia enviará na sexta-feira "mais de 10.000 toneladas de ajuda humanitária", para os palestinos da Faixa de Gaza, submetidos ao bloqueio de Israel. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou em Roma que o bloqueio marítimo que seu país impõe há 10 anos à Faixa de Gaza continuará em vigor depois do acordo com a Turquia.

De acordo com Netanyahu, o acordo terá uma repercussão positiva para o país, que busca maneiras de escoar as reservas de gás que Israel começará a explorar no Mediterrâneo. A Turquia impôs três condições para a normalização das relações entre os dois países: desculpas públicas pelo ataque, indenização financeira para as vítimas, e o fim do bloqueio à faixa de Gaza, controlado pelo Hamas.

Ataque a barco complicou relações

A Turquia era um aliado regional de Israel até os anos 2000, mas as relações entre os países se deterioraram após o ataque israelense contra o "Mavi Marmara", um barco fretado por uma ONG turca para tentar romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza.

A operação terminou com a morte de 10 turcos. A embarcação era parte de uma frota internacional de seis barcos que transportavam ajuda humanitária aos palestinos de Gaza. Israel apresentou um pedido de desculpas em 2013, mas a tensão retornou um ano depois com uma nova ofensiva israelense na região.

(Com informações da AFP)