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Coreia do Norte Execução Coreia do Sul

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Coreia do Norte executa vice-primeiro ministro

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O líder norte-coreano Kim Jong Un KCNA/ via REUTERS

A Coreia do Norte executou o vice primeiro-ministro por “falta de respeito” durante uma reunião presidida pelo líder Kim Jong-Un, e enviou outros dois membros do governo para uma “reeducação”, anunciou nesta quarta-feira (31) a Coreia do Sul.


Desde que chegou ao poder, no fim de 2011, o jovem dirigente teria executado vários membros do governo. O anúncio da morte do ministro da Educação Kim Jon-Jin foi feito nesta quarta-feira pelo ministro sul-coreano da Unificação, Jeong Joon-Hee.

Jin, que também era ministro da Educação, foi acusado de ser um “agitador” e morto em julho. “Ele foi denunciado pela sua má postura quando estava sentado na tribuna durante uma seção no Parlamento e submetido a um interrogatório que revelou outros crimes, segundo um responsável sul-coreano. O jornal sul-coreano JoongAng Ilbo já publicado na terça-feira que dois altos executivos do regime haviam sido executados.

Reeducação

Entre os homens enviados para a reeducação está Kim Yong-Chol, alto funcionário para questões intercoreanas e de espionagem. Kim Yong-Chol, de 71 anos, fez carreira no serviço de inteligência militar e muitos acreditam que é o cérebro dos ataques virtuais contra Seul.

A Coreia do Sul também o acusa de estar por trás do ataque contra um navio de guerra sul-coreano em 2010 perto da fronteira marítima disputada pelos dois países no Mar Amarelo. Kim Jong-Chol foi enviado a uma fazenda em julho como punição por sua "arrogância" e "abuso de poder", de acordo com a fonte ministerial.

A mesma fonte indicou que ele retomou as funções em agosto e agora tenta demonstrar sua lealdade ao regime. A agência sul-coreana Yonhap afirma que mais de 100 dirigentes do partido foram executados desde que Kim Jong-Un chegou ao poder.

Fuga em massa

O caso mais famoso foi a execução em dezembro de 2013 do influente tio de Kim Jong-Un, Jang Song-Thaek, acusado de traição e corrupção. Jang, marido da irmã do finado Kim Jong-Il, teve um papel-chave na consolidação da liderança do inexperiente Kim, convertendo-se em uma espécie de "eminência parda" do regime de Pyongyang até cair em desgraça.

Em abril de 2015, o serviço de inteligência sul-coreana informou que Kim Jong-Un havia ordenado a execução do ministro da Defesa, Hyon Yong-Chol. O anúncio da execução mais recente foi feito após uma série de deserções de personalidades norte-coreanas.

O número dois da embaixada da Coreia do Norte no Reino Unido, Thae Yong-Ho, desertou para o Sul com a família, anunciou recentemente Seul. De acordo com a agência Yonhap, mais de 10 diplomatas norte-coreanos conseguiram fugir para o Sul no primeiro semestre de 2016.

(Com informações da AFP)