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Zika Malásia Cingapura

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Confirmado primeiro caso suspeito de zika na Malásia

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Funcionário combate o mosquito transmissor do Zika em Cingapura, nesta quinta-feira, 1° de setembro de 2016. REUTERS/Edgar Su

Um primeiro caso suspeito de zika foi relatado na Malásia em uma mulher de 58 anos que teria se contaminado em Cingapura, onde 150 casos foram confirmados nos últimos dias. A mulher deve ter contraído o vírus durante uma visita a sua filha, portadora do Zika, no final de agosto em Cingapura, segundo informações do Ministério da Saúde da Malásia.


O primeiro caso de zika da Malásia foi diagnosticado na capital Kuala Lumpur, após um teste de urina. A confirmação do caso, por meio de exames de sangue, ainda não foi realizada. O vírus da zika é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, mas também sexualmente. Quatro em cada cinco pacientes não desenvolvem sintomas associados, como dor ou erupção cutânea, articular e muscular.

No total, a disseminação do vírus foi confirmada em 67 países e territórios, desde 2015, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil foi particularmente afetado, com mais de 1,7 mil crianças nascidas com desenvolvimento insuficiente do cérebro e do crânio, um sintoma característico de microcefalia, relacionada a uma mutação do vírus da zika.

As autoridades de Cingapura anunciaram nesta quinta-feira (1°) que 150 pessoas já haviam testado positivo para o vírus, incluindo duas mulheres grávidas, bem como estrangeiros que residem e trabalham no local. Os estrangeiros foram infectados na Índia, em Bangladesh, na Malásia, Birmânia, Indonésia e em Taiwan, afirmou ainda o Ministério da Saúde. Cingapura depende muito da mão-de-obra estrangeira, especialmente em setores como a construção civil e do setor marítimo, dominados por trabalhadores da China ou da Ásia do Sul.

Os funcionários da Agência Nacional para o Meio Ambiente de Cingapura intensificaram os esforços para erradicar os mosquitos visando reduzir a epidemia, por meio de uma operação de fumigação focada na periferia, onde foram registrados a maioria dos casos.

A Indonésia e a Malásia têm aumentado a vigilância na fronteira para pessoas que chegam nos países a partir de Cingapura. O ministro da Saúde da Indonésia, Muhammad Subuh, declarou que turistas, estrangeiros e mesmo locais que entrem no país serão direcionados a hospitais para verificar a presença ou não do vírus, num prazo máximo de dez dias após a chegada.