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Síria Rússia Bombardeio Hospital

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Maior hospital do leste de Aleppo é bombardeado pela segunda vez

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Forças oficias vasculham bairro de Suleiman al-Halabi em busca de rebeldes na zona norte de Aleppo, em 30 de setembro de 2016. GEORGES OURFALIAN / AFP

O regime sírio, apoiado pelas forças russas, bombardeou neste sábado (1), pela segunda vez em quatro dias, o maior hospital ainda em funcionamento na zona leste de Aleppo, controlada pelos rebeldes. O presidente sírio, Bashar Al-Assad, e seu aliado russo, Vladimir Putin, ignoram abertamente as denúncias de "crimes de guerra" feitas pelas Nações Unidas.


A ONG sírio-americana SAMS, que gerencia o hospital M10 e é baseada nos Estados Unidos, informou que dois barris com bombas de fragmentação foram lançados contra o estabelecimento.

Já a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) evoca um bomdardeio contra um hospital de campanha no bairro rebelde de Sakhour.

Ao menos 20 pessoas morreram entre sexta-feira (31) e a manhã de sábado nesses ataques, de acordo com o OSDH. Cerca de 250 mil civis estão encurralados nos bairros cercados pelas tropas do regime.

Banho de sangue

Ontem, a ONG francesa Médicos Sem Fronteiras já havia denunciado um "banho de sangue" em Aleppo e exortado Damasco e Moscou a acabar com a destruição de alvos civis. No ataque ocorrido quarta-feira (28) contra dois hospitais, entre eles o M10, dois pacientes morreram e dois enfermeiros ficaram feridos.

Aviões de guerra da Rússia continuavam neste sábado a bombardear bairros da zona norte de Aleppo, enquanto a artilharia síria atacava o centro histórico, dando continuidade à ofensiva lançada há cerca de dez dias para desalojar definitivamente os rebeldes que ainda controlam setores do leste da cidade.

As forças russas e sírias privilegiam dois alvos em particular: a estrada do Castelo, que serve de via de abastecimento aos rebeldes, e o bairro de Malah. Mas combates terrestres também são intensos no bairro de Suleiman al-Halabi, a linha de frente ao norte do centro histórico de Aleppo.

Os rebeldes desmentem um avanço das tropas oficiais, contestando a versão defendida pelas autoridades sírias na mídia local.