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Iraque ofensiva militar Militar

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Ofensiva em Mossul avança, mais jihadistas resistem

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Refugiados iraquianos que fugiram da violência em Mossul e deslocados sírios que fugiram das áreas controladas pelo E.I em Deir al-Zor, perto da fronteira com o Iraque, em Hasaka Governorate 23 de outubro de 2016. REUTERS/Rodi Said

Uma semana depois de seu lançamento, a ofensiva em Mossul avança como previsto, mas a resistência dos extremistas vai aumentar à medida que as forças iraquianas se aproximarem da segunda maior cidade do Iraque, segundo as autoridades americanas.  


"Após uma semana de operações em Mossul, foram alcançados todos os objetivos até agora", comemorou no Twitter Brett McGurk, emissário do presidente americano para a coalizão internacional anti-extremista que apoia as forças iraquianas. Dezenas de milhares de homens avançam a partir de vários fronts em direção ao reduto do grupo extremista Estado Islâmico (EI), onde seu chefe, Abub Bakr al-Baghdadi, proclamou a instauração de um califado em junho de 2014.

Estas forças estão sendo apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que dirigiu "mais bombardeios" aéreos desde 17 de outubro que "durante qualquer semana desde o início da guerra contra o EI", disse McGurk. Em sete dias, 32 bombardeios aéreos destruíram 136 posições do EI, 18 túneis e 26 veículos-bomba, segundo a coalizão.

Na primeira linha de frente, os combatentes curdos peshmerga estavam posicionados na cidade de Bashiqa, a 25 quilômetros de Mossul. A sudeste de Mossul, as forças de elite federais combatiam para reconquistar Qaraqosh, que já foi a maior cidade cristã do Iraque. "Esperamos que a resistência aumente à medida que nos aproximamos" de Mossul, alertou um oficial do Estado-Maior americano em Bagdá.

No entanto, segundo a estratégia dos Estados Unidos, os extremistas ainda não estão tentando bloquear o avanço das tropas iraquianas e peshmerga, limitando-se unicamente a "infligir perdas". As tropas iraquianas ainda estão na "zona de perturbação" idealizada pelo gurpo EI, uma tática com a marca dos ex-oficiais do exército iraquiano, que têm um papel chave no comando dos jihadistas, explicou um militar americano em Bagdá.

"Bem preparados"

Paralelamente, o EI tenta distrair as forças iraquianas em Mossul. Seu ataque surpresa lançado na sexta-feira em Kirkuk, a 170 quilômetros de Mossul, acabou em fracasso e a "vida voltou à normalidade", indicou nesta segunda-feira o governador da província, Najmeddin Karin. Segundo ele, 74 extremistas morreram, assim como outras 46 pessoas, em sua maioria membros das forças de segurança.

O EI também lançou no domingo um ataque em Rutba, uma cidade do oeste, onde executou ao menos cinco iraquianos, segundo fontes militares. O avanço destes últimos dias permitiu conhecer um pouco mais a defesa do EI: aterros, valas cheias de petróleo, veículos repletos de explosivos, túneis e aberturas entre edifícios para avançar sem sair às ruas. "Prepararam muito bem sua defesa" ao redor de Mossul, resumiu um oficial americano.

Segundo ele, entre "3 mil e 5 mil combatentes" extremistas estariam dentro de Mossul, enquanto os arredores estariam protegidos por entre "1.000 e 1.500/2.000" extremistas. De acordo com os militares americanos, os mil combatentes estrangeiros ainda não teriam passado à ação, já que o EI os reservaria "para a parte mais importante da batalha", segundo um segundo oficial.

Segundo o exército americano, uma parte dos extremistas combaterá até a morte, enquanto outros tentarão fugir ou se misturar à população "cortando a barba ou vestindo camisetas". Por outro lado, o ataque contra "responsáveis intermediários (do EI) provocou muita confusão nas fileiras dos defensores de Mossul", disse no domingo em Erbil o general Stephen Townsend, no comando da coalizão, depois de ter se reunido com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter.