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Monarquia Tailândia luto Ásia

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Milhares de pessoas começam a se despedir do rei da Tailândia

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Milhares de pessoas fazem fila diante do Grande Palácio de Bangcoc para homenagear o rei Bhumibol Adulyadej, morto em 13 de outubro REUTERS/Jorge Silva

Os tailandeses começaram a entrar no Grande Palácio de Bangcoc, onde está sendo exposto, a partir deste sábado (29), o corpo de Bhumibol Adulyadej, para fazer a última homenagem ao monarca. O rei da Tailândia era considerado por muitos em seu país como um semideus. O luto vai durar um ano.


Nas últimas semanas, multidões se reuniram diante do Grande Palácio, esperando a abertura do local para o público. "Estou esperando aqui desde 1h da manhã", contou Saman Daoruang, uma senhora de 84 anos antes da abertura da sala da coroa, onde o corpo do monarca ficará exposto. As autoridades informaram que será permitida a entrada de até 10.000 pessoas por dia, em pequenos grupos.

Para entrar no palácio, os códigos são estritos: deve-se vestir preto, com sapatos fechados, e para as mulheres é obrigatório usar uma saia longa. As autoridades fretaram ônibus, trens e barcos para que os súditos possam se deslocar até a capital para esse último adeus ao monarca.

Proibido falar mal do rei

Bhumibol, que morreu no dia 13 de outubro aos 88 anos, era adorado por muitos dos seus súditos, que o viam como uma garantia da estabilidade em um país muito golpeado pelas crises políticas. Desde sua morte, o luto é perceptível nas ruas do reino, onde parte da população vem se vestindo exclusivamente de preto e branco, como sinal de luto, e os canais de televisão mudaram sua programação para transmitir informações sobre o monarca e os marcos do seu reinado, que durou 70 anos.

Na Tailândia, um país de maioria budista, o rei era venerado pela população e protegido por uma lei de lesa-majestade que silencia os seus detratores, punindo-os com até 15 anos de prisão por ofensa. Esta lei foi reforçada após a morte do monarca, e encerrou o debate sobre as consequências políticas da sucessão ou as dúvidas em torno ao herdeiro, Maha Vajiralongkorn.

Em uma reação que surpreendeu a muitos, o príncipe de 64 anos pediu para adiar a sua proclamação como rei, a fim de participar do luto com a nação. A transição é presidida pelo chefe da junta, Prayut Chan-O-Cha.