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COP 22 ainda busca ações concretas contra aquecimento global

Por Adriana Moysés

A 22ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 22) termina nesta sexta-feira (18) em Marrakech, no Marrocos. Foram duas semanas de debates para definir as primeiras linhas de regulamentação do Acordo de Paris, o histórico pacto global que propõe limitar o aquecimento do planeta a 2°C até o fim do século.

Enviada especial a Marrakech

A entrada em vigor em tempo recorde do Acordo de Paris pegou os 193 países signatários do compromisso de surpresa. O processo foi tão rápido que a maior parte dos países não teve tempo hábil para pensar na regulamentação de tudo o que está previsto para reduzir as emissões de gases de efeito estufa nos próximos 30 anos e ajudar os países impactados pelas mudanças climáticas a se adaptarem à nova realidade.

Os líderes costumam dizer que o Acordo de Paris foi um ponto de partida. Agora, é preciso construir essa nova economia mundial de baixo carbono, menos dependente de combustíveis fósseis, mais sustentável, etapa por etapa.

Em Marrakech, líderes e negociadores começaram a definir um cronograma de ações, mas o prazo ainda assim foi curto. A conclusão do chamado “livro de regras de implementação” do Acordo de Paris será discutida nos próximos dois anos e deve estar concluída em 2018. Alguns temas, como a inclusão da agricultura em projetos ligados às mudanças climáticas, sequer foram tratados, sendo adiados diretamente para a COP 23, que acontecerá em 2017 em Bonn, na Alemanha.

Aceleração das negociações com a delegação americana

O resultado da eleição de Donald Trump foi anunciado no terceiro dia da COP 22. Diante da ameaça feita por Trump de anular o Acordo de Paris, ou sair da Convenção da Mudança do Clima da ONU, os países passaram a pensar no que fazer para blindar as conquistas do Acordo de Paris. Houve uma aceleração das negociações com a delegação americana, ainda sob o comando de Barack Obama, para deixar um máximo de ações amarradas, de forma a dificultar o caminho de Trump.

Os Estados Unidos anunciaram metas expressivas de política energética durante a COP 22. Eles pretendem chegar em 2050 tendo reduzido 80% das emissões de gases do efeito estufa. Foi uma forma de mostrar que o mandato de Trump poderá significar apenas um parênteses. Os Estados Unidos estão a longo prazo comprometidos com uma economia limpa, de baixo carbono.

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, disse que a atmosfera não é de pessimismo. Sarney Filho enfatizou que até o final do dia, os países vão tentar anunciar avanços concretos de regulamentação. Até havia rumores ontem de que a COP poderia não terminar hoje, como estava previsto, e se prolongar até o sábado. O principal foco de tensão nas negociações foi o financiamento de projetos de adaptação às mudanças climáticas.

Os países ricos, que prometeram US$ 100 bilhões por ano ao Fundo Verde da ONU, a partir de 2020, estariam segurando o dinheiro. A situação é paradoxal, porque os países afetados por catástrofes causadas pelo aquecimento global precisam de ajuda imediata. Existe uma pressão da China e de países em desenvolvimento para antecipar a contribuição nos próximos três anos.

Carta de Marrakech

No final do dia de ontem (17), foi divulgada a Carta ou Chamamento de Marrakech, uma declaração política assinada pelos líderes e negociadores presentes na COP 22. Um texto de uma página no qual eles reiteram o compromisso com o combate ao aquecimento global.

Ele lembram que "as ações contra as mudanças climáticas são urgentes e devem ser tratadas com prioridade". Nesse documento, os países ricos reiteram a promessa de destinar "US$ 100 bilhões para a mobilização global", mas sem citar prazos e critérios de financiamento.
 

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