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Jihadista Patrimônio UNESCO Palmira

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Aliança internacional protege patrimônio cultural ameaçado por jihadistas

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Combatentes da organização terrorista Estado Islâmico no sítio arqueológico de Palmira. REUTERS/Omar Sanadiki

Um encontro internacional acontece a partir desta sexta-feira (2) em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para impedir a destruição de locais que integram a lista do patrimônio da humanidade, situados em regiões em conflito. Paris contribuirá com quase 30 milhões de dólares para o fundo especial da aliança.


A conferência de Abu Dhabi reuniu especialistas e representantes de quase 40 países para abordar a criação de um fundo especial de US$ 100 milhões para a proteção do patrimônio e uma rede internacional de "refúgios", visando conservar bens ameaçados por conflitos.

Na quinta-feira (1°), cinco vencedores do prêmio Nobel fizeram um apelo ao participantes para que assumam "suas responsabilidades" ante um desafio "histórico" e que atuem para preservar os bens culturais da humanidade. "Não há mais tempo para indignações impotentes", destacaram os signatários da carta, na qual recordam que em Bamiyan (Afeganistão), Mossul (Iraque), Palmira (Síria) e Timbuctu (Malí), "o fanatismo quis destruir nossa esperança no futuro".

As imagens por satélite mostram o Templo de Bel antes (em cima) e depois da deflagração em Palmira, Síria. 27 de agosto, 2015. REUTERS/UrtheCast

O presidente francês, François Hollande, encerrará a reunião no sábado (3), ao lado do herdeiro da coroa e ministro da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, o sultão Mohamed ben Zayed Al Nahyane, da diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, e de ao menos 13 chefes de Estado ou de governo estrangeiros.

A contribuição francesa será de US$ 30 milhões

No início da conferência, nesta sexta-feira, os participantes fizeram apelos de "unidade" e "ação".
"É o momento da mobilização internacional: atores privados e públicos reunidos a serviço da proteção do patrimônio ameaçado pelas guerras, pela barbárie e pelo terrorismo", declarou o ex-ministro francês Jack Lang, antes de destacar que espera uma reunião voltada para a ação. "Trabalhamos juntos para lançar uma iniciativa mundial", disse Mohamed Khalifa al Mubarak, presidente da Autoridade do Turismo e da Cultura de Abu Dhabi.

De acordo com Lang, Paris contribuirá com quase US$ 30 milhões para o fundo especial, que é a "chave do êxito" do acordo internacional inédito. Os participantes esperam constituir uma aliança entre Estados, instituições públicas, grupos privados, especialistas e grandes ONGs com capacidade de mobilização para realizar ações de prevenção, intervenções de emergência e reabilitação para os monumentos danificados ou destruídos em conflitos.

"A proteção do patrimônio é inseparável da proteção das vidas humanas", disse a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, que chamou de "crime de guerra" e "limpeza cultural" os saques cometidos em nome do suposto combate jihadista contra a idolatria.

O fundo internacional para a proteção do patrimônio será constituído por uma "entidade jurídica independente", de acordo com um pré-documento que fala de uma "fundação de direito suíço" que pode ser criada em Genebra, em 2017.