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São Tomé e Príncipe Taiwan China

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São Tomé e Príncipe rompe relações diplomáticas com Taiwan

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A presidente do Taiwan Tsai Ing-wen fala ao telefone com o presidente americano Donald Trump, em seu escritório em Taipei, 3 de dezembro de 2016. Taiwan Presidential Office/Handout via REUTERS

 A China conseguiu fazer com que o governo de São Tomé e Príncipe, na África, retirasse seu apoio a Taiwan, nesta quarta-feira (21). A notícia veio à tona no momento em que o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez subir a tensão entre os governos chinês e taiwanês.


São Tomé, uma ilha com 200 mil habitantes no oceano Atlântico, era um dos 22 países que mantinham relações diplomáticas com Taiwan, mas o governo anunciou em comunicado oficial que apenas reconhece “o princípio da existência de uma única China, representada pelo direito internacional pela República Popular da China.” Agora São Tomé decidiu romper formalmente as relações diplomáticas com Taiwan.

O ministério das Relações Exteriores da China disse, em seu site oficial, que o governo chinês “felicita a o retorno de São Tomé e Príncipe à justa causa da China única.” Pequim impede qualquer relação comercial entre seus parceiros e Taiwan, acreditando que o país deve voltar a fazer parte dessa “China única”.

O ministro das Relações Exteriores de Taiwan, David Lee, qualificou a decisão de São Tomé de “insensata” e disse que vai fechar a embaixada e acabar com todos os projetos em cooperação com a ilha africana.

Ele disse ainda que São Tomé estava pedindo uma “ajuda financeira astronômica”, mas que não entraria nos detalhes. O país africano está negociando um empréstimo de US$ 30 milhões com uma empresa chinesa, baseada em Hong Kong, segundo o site de notícias Tela Non.

Agora são apenas 21 países que apoiam Taiwan, entre eles Vaticano, Swazilândia, Burkina Faso e outros países da América Central, do Caribe e do oceano Pacífico.