rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês

Bashar al-Assad Aleppo Síria Rebeldes

Publicado em • Modificado em

Após retomada de Aleppo, regime sírio deve atacar rebeldes em Idlib

media
Moradores de Aleppo deixam a cidade, reconquistada pelas forças de Bashar al-Assad REUTERS/Abdalrhman Ismail

O presidente sírio, Bashar al-Assad, celebra sua maior vitória em quase seis anos de guerra civil, após a reconquista completa do setor rebelde de Aleppo, anunciada na noite de quinta-feira (22).


Cerca de 34 mil civis e rebeldes foram evacuados nos últimos dias, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. O regime sírio controla agora as cinco principais cidades do país: além de Aleppo, Homs, Hama, Damas e Lattaquié.

O líder rebelde Yasser Al-Youssef reconheceu que, no plano político e territorial, a perda de Aleppo é um golpe para os revolucionários. Especialistas lembram, no entanto, que a guerra não acabou e o ditador sírio está diante de três opções de ação.

A mais provável é que as tropas do regime avancem em direção ao sudoeste, onde se encontra a província de Idlib, que está nas mãos dos rebeles. Outra possibilidade seria se dirigir ao leste e ao sul para os combater o grupo Estado Islâmico.

A terceria via, mais diplomática, seria uma negociação envolvendo principalmente três países: a Turquia, representando os rebeldes, e a Rússia e o Irã, aliados de Bashar al-Assad. Os ocidentais e os países do Golfo também poderiam ser chamados a participar.

Derrota para os países ocidentais

A reconquista de Aleppo foi uma vitória para o regime sírio e seus aliados Rússia e Irã e uma derrota para os estados da região que apoiam a oposição síria, como os países do Golfo e a Turquia.

A ação também foi um fracasso para os ocidentais, cujas hesitações e ambiguidades os reduziram à impotência, e para a ONU. Seis vetos russos e cinco chineses impediram os projetos de resoluções contra a Síria no Conselho de Segurança.

As tentativas de negociação de uma transição política foram em vão e, no terreno humanitário, a comunidade internacional não conseguiu aliviar o sofrimento dos civis de Aleppo.