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Israel Palestinos Assentamentos Cisjordânia

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Israel anuncia centenas de novas moradias em territórios palestinos

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Protesto com queima de pneus próximo na Cisjordânia, depois que Israel anunciou a construção de 3.000 novos alojamentos .01/02/17 REUTERS/Ronen Zvulun

Israel anunciou nesta quarta-feira (1) a construção de mais três mil casas em assentamentos judaicos na Cisjordânia. Este é o quarto anúncio de ampliação da colonização israelense em territórios ocupados palestinos desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca, há duas semanas. A decisão confirma a dinâmica israelense adotada após a mudança de governo em Washington. Trump é muito menos crítico a Israel do que foi Barack Obama.


O anúncio também pode ser analisado como uma concessão adicional aos partidários da colonização, no momento em que as autoridades israelenses foram obrigadas pela justiça a desmantelar uma colônia judaica simbólica na Cisjordânia.

A retirada dos 330 colonos que moram no assentamento da colina de Amona, perto de Ramala, na Cisjordânia, construído ilegalmente em terras privadas palestinas, começou na manhã desta quarta-feira. Centenas de policiais enviados ao local encontraram uma situação tensa. Os moradores se negam a deixar a área e dezenas de jovens garantem que vão resistir. Nessa madrugada, eles colocaram fogo em pneus e lançaram pedras contra jornalistas. A batalha jurídica e política para demolir Amona dura há anos e a Suprema Corte israelense ordenou que o desmantelamento aconteça até o dia 8 de fevereiro.

Apesar das críticas e da preocupação da comunidade internacional e dos palestinos, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se encontra com o novo presidente americano no dia 15 de fevereiro em Washington, promete que Israel constrói e vai continuar a erguer casas nas colônias judaicas.

Os assentamentos civis israelenses nos territórios palestinos ocupados são ilegais do ponto de vista do direito internacional. Este é um dos maiores obstáculos para o emperrado processo de paz entre israelenses e palestinos, e ameaça a criação de um Estado palestino independente que coexistiria com Israel, a solução internacional defendida por muitos para acabar com o conflito.