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Papa denuncia violência contra minoria muçulmana de Mianmar

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Papa Francisco condena perseguição aos rohingyas em Mianmar Reuters

O papa Francisco denunciou nesta quarta-feira (8) as brutalidades cometidas contra a minoria muçulmana rohingya de Mianmar (antiga Birmânia), diante dos milhares de fiéis que acompanharam a audiência geral no Vaticano.


"São pessoas boas e pacíficas que sofrem há anos", disse o papa ao se referir à minoria, que, segundo as Nações Unidas, é um dos povos mais perseguidos do mundo.

Francisco pediu orações para "esses irmãos e irmãs" que foram expulsos de Mianmar, embora muitos vivam há várias gerações no país, que lhes nega a cidadania.

Segundo um relatório da ONU, as Forças Armadas birmanesas realizaram em outubro uma sangrenta operação repressiva, "uma punição coletiva contra a minoria rohingya", durante a qual mataram centenas de pessoas, massacraram crianças, estupraram mulheres e queimaram e saquearam lares.

Fuga para Bangladesh

Cerca de 66 mil rohingyas precisaram fugir para Bangladesh e outros 22 mil foram deslocados dentro do país, segundo o mesmo relatório, que acusa Mianmar de aplicar uma verdadeira "limpeza étnica".

Os rohingyas, cerca de 1 milhão de pessoas, são alvos de uma histórica campanha de violência antimuçulmana, relançada em 2012 por um movimento budista, religião majoritária em Mianmar.

As autoridades birmanesas acusam os rebeldes rohingyas de vínculos com o grupo extremista Estado Islâmico (EI) e de serem os autores dos ataques de 9 de outubro de 2016 contra vários postos de controle fronteiriços.

(Com informações da AFP)