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Síria Guerra civil Aleppo Refugiados

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Combates em Aleppo provocam a fuga em massa de civis

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Aleppo: êxodo de civis no leste da província bombardeada pelo Exército sírio e Força Aérea russa. REUTERS/Abdalrhman Ismail

Milhares de civis fugiram neste sábado (4) dos ataques aéreos e bombardeios do Exército sírio, apoiado pela Rússia, em seu avanço sobre várias aldeias tomadas pelo grupo Estado Islâmico no leste da província de Aleppo.


Segundo a Agência de Coordenação Humanitária da ONU, 66 mil civis - em sua maioria mulheres e crianças – já fugiram da região em carros, motos, furgões ou picapes, levando o pouco que podem carregar.

A maioria dos civis que foge se dirige para a região de Manbij e seus arredores, atualmente sob o controle de uma aliança curdo-árabe das Forças Democráticas Sírias (FDS), aliada dos Estados Unidos.

“Deixamos nossas casas sem nada”

Com o rosto cansado e seguindo longas filas, os refugiados esperam pela autorização do Conselho Militar de Manbij para entrar na cidade. As Forças Democráticas Sírias querem se certificar de que nenhum combatente do grupo Estado Islâmico se infiltrou entre os civis.

"Deixamos nossas casas sem nada, sem combustível, sem pão. Nossos filhos estão famintos", desabafou Jumana, que fugiu com os dois filhos de sua aldeia, dominada pelo EI. Os filhos "ainda entram em pânico quando ouvem o barulho de aviões", completou a mãe de 25 anos, refugiada na localidade de Jarufiya, perto de Manjib.

"O número de deslocados não para de aumentar pelos combates entre o regime e o Daesh [acrônimo do grupo Estado Islâmico em árabe]", explicou à AFP o copresidente da administração civil de Manjib, Ibrahim al Quftan. "A situação está muito complicada", acrescentou.

Em janeiro, as tropas do governo, apoiadas pela Força Aérea russa, lançaram uma ofensiva para expulsar os extremistas do EI de Aleppo. Desde então, o regime de Bachar Al-Assad já retomou 90 localidades no leste da província.