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Vacas são criadas em parques de cidades dinamarquesas

Por RFI

Na Dinamarca, está ficando cada vez mais comum criar gado em parques e áreas verdes das cidades. Vacas e bezerros são usados para controlar o capim, aumentar a biodiversidade e para a produção de carne.

Margareth Marmori, correspondente da RFI na Dinamarca

Em todo o país, grupos de moradores se organizam em pequenas cooperativas para criar os animais. Essas associações recebem autorização do governo para cercar fragmentos de algumas áreas verdes, para onde os animais são levados no começo de cada primavera. Os membros das associações são os responsáveis por cuidar das áreas cercadas e pelo bem-estar dos animais. No outono, as vacas são abatidas e a carne é dividida entre os associados que se dispuserem a comprá-la. Geralmente, um animal é suficiente para abastecer quatro famílias por um ano inteiro.

De acordo com a Sociedade Dinamarquesa para a Proteção da Natureza, em todo o país há 113 dessas associações, incluindo algumas que criam cabras e ovelhas nas cidades. A primeira associação de criadores urbanos surgiu em 1991 na cidade de Hoeje-Taastrup, na grande Copenhague. Nos últimos anos, a quantidade de associações vem aumentando mais rapidamente. Segundo o consultor da Sociedade para a Proteção da Natureza, Nick Leyssac, surgem por volta de 10 associações novas por ano. Cada mini cooperativa costuma criar de três a dez animais.

Diversidade

O consultor Nick Leyssac explica que as vacas se alimentam de espécies de grama que prejudicam o crescimento das plantas nativas. Assim, quando o capim é reduzido, as plantas nativas se desenvolvem melhor e atraem insetos e pássaros, que crescem em número e diversidade. No verão passado, por exemplo, a Associação de Pastagem de Copenhague comemorou o aparecimento de uma espécie rara de orquídea no pasto que mantém na ilha de Amager.

Áreas naturais como prados, pântanos e campos foram durante anos usados para pastagens na Dinamarca. Como a criação de gado de corte deixou de ser rentável no país, muitas dessas áreas foram abandonadas e acabaram sendo envolvidas pelas cidades. O mato tomou conta de alguns desses terrenos, o que levou à diminuição da biodiversidade. Segundo a Sociedade para Proteção da Natureza, em toda a Dinamarca existem cerca de 200 mil hectares em que biodiversidade poderia aumentar se houvesse pastagem.

O mais importante é o bem-estar dos animais

Na verdade, economia não é a principal motivação desses criadores. De acordo com a jornalista Karina Skovsgaard, comprar carne dos supermercados sairia bem mais barato. Faz três anos que ela participa da associação de criadores da cidade de Skjern, onde mora com o marido e duas filhas e, para ela, o mais importante é o bem-estar dos animais. Ela afirma que se sente melhor sabendo que a carne que sua família consome vem de um animal que foi bem tratado e que viveu ao ar livre antes de ser abatido.

A jornalista também conta que o pequeno grupo de criadores acaba se tornando um ponto de encontro para atividades sociais e de educação ambiental. Assim como acontece com outros grupos de criadores, na primavera a associação de Karina faz uma verdadeira festa quando as vacas chegam ao cercado onde viverão pelos próximos meses. No outono, a associação organiza outro evento para se despedir dos animais, que são em seguida levados para o abatedouro.

Além disso, Karina acha importante que suas filhas saibam de onde vem a carne que comem e aprendam a se responsabilizar pelo bem-estar dos animais do qual se alimentam. Mas, na família de Karina, a criação cria um pequeno problema. Ida, sua filha mais velha, de 11 anos de idade, se recusa a comer carne se souber que o alimento vem de uma das vacas da qual ela cuidou e à qual ela se afeiçoou. Ela só muda de ideia quando a mãe mente dizendo que a carne foi comprada num supermercado.

 

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