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Jerusalém celebra Páscoa com segurança reforçada e 300 mil peregrinos

Por RFI

Jerusalém recebe milhares de fiéis para a celebração da Páscoa, com segurança reforçada. A curiosidade de 2017 é que, pela primeira vez em três anos, congregações católicas, protestantes e ortodoxas, as maiores denominações cristãs, celebram a data na mesma ocasião.

 Daniela Kresch, correspondente da RFI em Jerusalém

Jerusalém está lotada de peregrinos, fiéis e turistas nesta Sexta-feira da Paixão (14), um dos pontos altos da Semana Santa. Segundo o Ministério do Turismo de Israel, cerca de 300 mil visitantes chegaram ao país desde o começo de abril, a maioria para as festividades da Páscoa.

Durante toda a noite, houve uma vigília na Igreja do Santo Sepulcro, que marca o local onde, segundo a tradição cristã, Jesus foi crucificado, enterrado e, posteriormente, ressuscitou. E, de manhã, clérigos vestidos com batinas especiais abriram as grandes portas de madeira para os fiéis, que puderam entrar para acompanhar uma missa solene.

Por todo o dia, procissões com centenas de fiéis estão marcadas para passar pelas 14 estações da Via Dolorosa. Tradicionalmente, muitos devotos, de diversas nacionalidades, levam cruzes nas costas em lembrança ao sofrimento de Jesus. 

Coincidência de calendários

Pela primeira vez em três anos, congregações católicas, protestantes e ortodoxas, as maiores denominações cristãs, celebram a Páscoa na mesma data. A próxima vez será só em 2025. Isso porque, enquanto católicos e protestantes seguem o calendário Gregoriano, os ortodoxos seguem outro, o Juliano.

Então, na maioria dos anos os cristãos ortodoxos celebram a Semana Santa em outro momento. Há também outra coincidência, este ano. A Páscoa cristã cai na mesma semana que a Páscoa judaica, ou o Pessach, como se diz em hebraico.

A Páscoa judaica dura oito dias e começou na noite de segunda-feira (10). Como sexta-feira (14) também é o dia sagrado para os muçulmanos, o dia de hoje acabou se tornando um momento único para as três maiores religiões monoteístas.

Reabertura da Vila Dolorosa

Depois de quase 200 anos, a chamada Edícula, a décima-quarta, última e mais importante estação da Via Dolorosa, foi renovada e reaberta ao público no dia 23 de março. A Edícula fica dentro da Igreja do Santo Sepulcro é o local onde está o sepulcro propriamente dito, quer dizer, o túmulo que teria sido, segundo a tradição, de Jesus.

A obra de restauração custou mais de 3 milhões de dólares. Hoje (14) será a primeira Sexta-feira Santa na qual os fiéis cristãos poderão ver a cor branca original da parede de mármore da Edícula, que mais parecia preta antes da obra.

Até mesmo o interior do túmulo de Jesus foi aberto e limpo, algo sem precedentes, principalmente porque todas as seis comunidades cristãs concordaram com a limpeza. E essas seis ordens quase nunca concordam com nada. Uma escada de madeira que fica na fachada da Igreja é a maior testemunha disso. A escada está lá há três séculos porque as autoridades eclesiásticas cristãs não chegaram a um acordo sobre quem deve retirá-la de lá.

Segurança reforçada

Quanto mais pessoas participando de um evento, mais nervosas ficam as autoridades locais, que temem atentados ou outros tipos de violência. Justamente por isso, a polícia israelense deslocou 3.500 policiais para patrulhar as ruas da cidade, mil e quinhentos a mais do que o normal.

A decisão foi tomada por causa de dois recentes ataques com facas na Cidade Velha de Jerusalém, que aumentou o nível da tensão. A Cidade Velha, com um quiômetro quadrado, é o coração de Jerusalém, onde ficam os pontos religiosos mais importantes para cristãos, judeus e muçulmanos, como a Igreja do Santo Sepulcro, o Muro das Lamentações e a Mesquita de al-Aqsa.

Apesar de toda a prevenção, a polícia não divulgou alertas concretos de atentados e, até o momento, não foram registrados incidentes. A esperança é que, até o domingo de Páscoa, a situação continua pacífica na Terra Santa.

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