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Síria Atentado Guerra civil

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Atentado contra retirada de civis mata ao menos 43 pessoas na Síria

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Cadáveres apos explosao Social Media Website via Reuters TV

Ao menos 43 pessoas morreram neste sábado (15) quando um suicida detonou um carro-bomba perto da cidade síria de Aleppo contra ônibus que transportavam civis e combatentes evacuados no dia anterior das localidades pró-regime, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).


"O suicida estava dirigindo uma caminhonete que transportava ajuda alimentar e detonou o veículo perto dos 75 ônibus estacionados em Al Rashidin, setor rebelde a oeste da metrópole", diz a organização.

Cerca de 5 mil pessoas evacuadas na sexta-feira (14) das cidades de Fua e Kafraya, duas localidades favoráveis ao regime e sitiadas pelos rebeldes, estavam a bordo dos ônibus visados.

A retirada se deu em virtude de um acordo que permitiu a evacuação simultânea de duas cidades rebeldes sitiadas pelo regime.

O correspondente da Agência France Presse (AFP) no local viu muitos cadáveres, alguns carbonizados, incluindo de crianças, e membros espalhados pelo chão, perto dos ônibus destruídos pela explosão.

Ele também viu um grande número de feridos e pessoas em pânico na área onde os ônibus estão estacionados.

Impedidos de prosseguir viagem

Antes do ataque, as milhares de pessoas evacuadas das quatro cidades sitiadas permaneciam bloqueadas desde sexta-feira em razão de divergências entre as partes em conflito, impedindo-os de prosseguir viagem.

Na sexta-feira, mais de 7 mil pessoas foram evacuadas simultaneamente de Fua e Kafraya (5 mil) e das cidades rebeldes de Madaya e Zabadani (2.200), de acordo com o OSDH.

Essas evacuações, as últimas de uma longa série desde o início, há cerca de seis anos, da guerra na Síria, foi possível graças a um acordo entre todas as partes, patrocinado pelo Catar, que apoia os rebeldes, e o Irã, aliado do regime.

Os habitantes de Fua e Kafraya deveriam se dirigir, passando por Rashidin, a Aleppo, Damasco ou Latakia (oeste), redutos do regime.

Simultaneamente, e também através de Aleppo, os evacuados de Madaya e Zabadani deveriam seguir para a província rebelde de Idlib (noroeste).

Mas em razão de divergências, os evacuados de Fua e Kafraya se viram bloqueados em Rashidin, enquanto os de Madaya e Zabadani ainda estavam esperando em Ramussa, localidade pró-regime a oeste de Aleppo.

Um líder rebelde havia dito à AFP que as diferenças estavam relacionadas ao número de combatentes armados evacuados.

No total, mais de 30 mil pessoas deveriam ser evacuadas em duas etapas sob os termos do acordo alcançado em março.

Vários redutos rebeldes foram tomadas no ano passado pelo regime, com o apoio de sua aliada Rússia que interveio militarmente na Síria em setembro de 2015.