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China oferece recompensa para quem denunciar espiões

Pequim está oferecendo recompensa para quem denunciar espiões estrangeiros. O valor vai depender da qualidade da informação que estiver sendo coletada. A preocupação com a ação de  agentes internacionais infiltrados no país não é nova.

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Pequim

O escritório de segurança pública de Pequim quer que os cidadãos denunciem qualquer atividade suspeita de espionagem. As recompensas vão de US$ 35 mil até US$ 72 mil e variam de acordo com a qualidade da informação prestada às autoridades.

As denúncias são anônimas e podem ser feitas por uma espécie de 0800, criado há dois anos, email ou pessoalmente. De acordo com a mídia local, a nova legislação prevê que mesmo denúncias infundadas serão toleradas, desde que não tenham sido deliberadamente criadas para prejudicar ou ameaçar alguém. Em nota, as autoridades municipais alertam que a ideia é criar uma Muralha da China de aço contra espiões e espionagem.

Segundo as autoridades, Pequim é a primeira opção das agências de espionagem internacionais e outras forças hostis para conduzir atividades de infiltração, subversão, divisão, desconstrução e roubo de informações. Foi o que disse o departamento de segurança em nota, quando divulgou a iniciativa.

Ainda não sei tem notícia de que o mesmo esteja sendo feito em outras cidades, mas isso pode ser o próximo passo, se der certo aqui na capital. A mídia local conta a história de um grupo de pescadores em Jiangsu que encontrou um objeto estranho escrito em um idioma estrangeiro e o entregou às autoridades. No final das contas, tratava-se de um dispositivo de espionagem usado para coletar dados sobre a China.

Campanhas curiosas

Esta não é a primeira campanha criada pelo governo de "caça aos espiões". No ano passado, por exemplo, foram pendurados pela cidade cartazes em que instruíam as mulheres servidores públicas a resistir aos charmes do espião estrangeiro. Na verdade, era uma espécie de historia em quadrinhos em que se alertava às moças que fossem namorar estrangeiros para o fato de que eles poderiam estar atrás de informações sigilosas.

Muitos jornais brincaram na época que era preciso tomar cuidado para os James bonds que houvesse soltos por aí. Agora, não é só com os indivíduos que o país se preocupa. Mas com empresas e, sobretudo, organizações não governamentais.Por sinal, estas instituições agora, para operar na China, precisam se registrar na polícia para operar no país, e não nos organismos civis. Não é de hoje que as regras para organizações, empresas e acadêmicos estrangeiros que atuem aqui têm sido apertadas.

É claro que a China, como qualquer outra potência importante, é alvo de espionagem. E não terá sido a primeira vez que governo terá contado com a ajuda do cidadão comum para combatê-la. Mas iniciativas como esta sempre acendem o sinal amarelo na cabeça de especialistas, sobre até que ponto o país pretende evitar as influências e ideias externas. 

 

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